A Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra juntou 3.500 mil assinaturas numa petição, exigindo ao Governo o regresso dos corpos dos 3.200 militares que ainda permanecem em cemitérios nas ex-colónias, disse este sábado à agência Lusa o seu presidente.

«Exigimos que os corpos sejam trazidos para que as famílias de muitos deles, que foram heróis da pátria numa guerra que não provocaram, possam ter, finalmente, descanso», afirmou Augusto Freitas.

O dirigente associativo falava à Lusa à margem da Convenção Nacional da Federação Portuguesa de Associações de Combatentes que hoje começou na Biblioteca Municipal de Guimarães.

O líder da APVG, que tem sede em Braga, diz que, com recurso a meios da Força Aérea Portuguesa e com boa vontade dos governos de Portugal e das antigas colónias, «não é muito difícil trazer os corpos, até porque os custos não são muito elevados». «Cada avião C-130 da Força Aérea pode trazer até mil ossadas em caixas», salientou.

A Associação considera, também, «fundamental» que se criem estruturas vocacionadas para apoio social aos antigos soldados da guerra colonial. Nesse sentido, vai candidatar-se ao Programas Pares, do Ministério da Solidariedade, para construir um Lar e Centro de Dia, com 130 camas. «Há centenas de ex-combatentes que vivem em condições precárias e, entre eles, dezenas de sem-abrigo», afirmou.

O organismo, que encontrou a estabilidade depois de um período conturbado no seio das diferentes direcções, tem já um terreno nos arredores de Braga, cedido pelo Município, para construir o Lar.
Redação / - LM