Os números crescentes de novos casos em Portugal mostram que a pandemia ainda não acabou, nem mesmo para quem já está vacinado e muito menos para aqueles que, de um momento para o outro, por causa da covid-19, deixaram de fazer o que gostam.

É o caso de Margarida Gomes, atleta, de apenas 15 anos, nadadora desde os três.

Hoje é uma das 90 mil pessoas em Portugal com covid longo, um termo usado quando os sintomas permanecem por mais de três meses, alvo de vários estudos internacionais.

São cada vez mais os relatos de portugueses que se queixam de sequelas depois de terem tido covid-19.

Fadiga, cansaço extremo, dores de cabeça e falta de ar são os sintomas mais comuns.

A TVI descobriu Margarida e a sua família em Guimarães. Uma adolescente que teve de recorrer a ajuda médica depois dos sintomas da covid persistirem após cinco meses do início da infeção.

Margarida diz que fica cansada a subir um lance de escadas ou a fazer uma curta caminhada, ela que sempre foi amante de atividade física e até competiu na natação acrobática.

O vírus apanhou também a família da jovem e os quatro tiveram sintomas diferentes.

No caso da mãe, Eduarda Abreu, professora, os sintomas apareceram depois do isolamento profilático.

A TVI questionou a Direção-Geral da Saúde a propósito do número de portugueses com sequelas da covid. Não existem, para já, números oficiais, mas estima-se que pelo menos 90 mil pessoas têm ou terão tido o síndrome pós-covid.

Em Portugal não há protocolos de tratamento para estes doentes.

Anabela Vaz Jacinto