Pelo menos quatro testemunhas, do julgamento do caso das mortes no 127º curso dos Comandos, estão a ser investigadas por falsas declarações proferidas no tribunal.

De acordo com o jornal Público, dessas quatro testemunhas, três integravam o grupo de Hugo Abreu.

A quarta testemunha sob investigação foi colega de Dylan da Silva, o instruendo internado na mesma noite e que acabou por morrer no Hospital Curry Cabral, uma semana depois, por falência de órgãos.

As quatro testemunhas estão entre os instruendos que descreveram episódios ocorridos no primeiro dia da instrução e cujas declarações foram determinantes para sustentar a acusação. No julgamento, alegaram que não se lembram do que tinham dito e não relataram os eventos da mesma forma que o tinham feito na fase de inquérito.

O Ministério Público pediu para que fossem extraídas certidões e abertos inquéritos-crime no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa.

Um processo que envolve 19 arguidos acusados de mais de 500 crimes. 

Dylan da Silva e Hugo Abreu, à data dos factos ambos com 20 anos, morreram e outros nove instruendos sofreram lesões graves e tiveram de ser internados durante a denominada "Prova Zero" (primeira prova do curso de Comandos) do 127.º curso de Comandos, que decorreu na região de Alcochete, distrito de Setúbal, a 4 de setembro de 2016.

/ CE