Todos os elementos - alunos e formadores - que frequentam o curso do militar internado na terça-feira com prognóstico reservado estão esta manhã a ser sujeitos a uma colheita de sangue, confirmou à TVI24 a porta-voz do Exército, Elisabete Silva.

Em causa estão 14 formadores e 140 militares a fazer um curso em Santa Margarida da Coutada, em Constância, e as análises estão a ser realizadas no âmbito do processo de averiguação das causas que levaram ao internamento do militar, indicou a porta-voz.

Fonte militar revelou ainda que as análises foram feitas no Centro de Saúde Militar de Tancos e Santa Margarida e foram levadas para análise no Hospital Militar, no Porto.

O Exército abriu um processo de averiguações à ocorrência para perceber o que poderá ter acontecido.

Transplante ao militar "correu bem", mas prognóstico continua reservado

O transplante de fígado a que foi sujeito o militar do Exército que está internado desde terça-feira "correu bem", mas "o prognóstico mantém-se reservado", disse ainda a porta-voz daquele ramo das Forças Armadas.

O feedback que temos é que [a cirurgia] correu bem. Contudo, o prognóstico mantém-se reservado”, avançou a major Elisabete Silva, acrescentando que o Exército está a aguardar a “evolução clínica”.

Na quarta-feira, a mesma fonte referiu que “houve um agravamento da função hepática”, pelo que o militar - que está internado no Hospital Curry Cabral, em Lisboa - teve de ser sujeito a um transplante de fígado.

Na altura, a porta-voz do Exército esclareceu também que a informação transmitida inicialmente de que o militar teria sofrido um golpe de calor - durante uma prova que ocorreu na terça-feira, em Santa Margarida da Coutada, no distrito de Santarém - "está fora de questão", mas "ainda não se sabe" o verdadeiro motivo do incidente.

Numa nota publicada no site da Presidência da República, é dado conta de que Marcelo Rebelo de Sousa, que é também Comandante Supremo das Forças Armadas, visitou o militar antes da cirurgia.

A confirmação inicial de um golpe de calor foi descartada devido a análises clínicas posteriores, mas que ainda “não são conclusivas”, acrescentou a major Elisabete Silva.

O Exército abriu um processo de averiguações à ocorrência para perceber o que poderá ter acontecido.

Não houve excesso de esforço físico, era um esforço físico completamente normal para qualquer militar, as condições a nível de hidratação dos militares estavam completamente garantidas, de alimentação, de apoio médico”, referiu, sublinhando que “faz parte do processo de averiguações perceber se, da parte do Exército, houve alguma condicionante para levar a este tipo de situação”.

Rita Barão Mendes / CE - com Lusa