Famalicão conta por estes dias uma história de um clube a agigantar-se, mas começa a ser contada fora dos muros do estádio. O dinamismo económico do concelho justifica o investimento no líder do campeonato, mas essa atratividade desenha-se a partir de uma política fiscal arrojada.

Com mais de 12 mil empresas, Famalicão é o terceiro município mais exportador e regista o segundo melhor superavit do país... A taxa de desemprego está bem abaixo da média nacional e para isso muito contam empresas como a Leica, a Riopele ou a Continental Mabor. Comum a todas é a estabilidade dos quadros.

A quinta maior exportadora nacional é a fábrica mais produtiva do universo da Continental. Aqui trabalham 2.300 pessoas e todos os anos são contratadas mais 100 em média, tudo através de progressões na carreira e salários acima da média.

Com mais de 90 anos, a Riopele é outra das grandes empregadoras do concelho e é hoje em dia também num pólo dinamizador da economia local. Em 2015 cedeu à câmara municipal um edifício para criar uma incubadora que comporta seis empresas... e a sinergia é total.

Igualmente vincada é a identidade cultural do município. A casa-museu de Camilo ou o Centro Português do Surrealismo são dois destaques dos treze museus da cidade, que têm na Casa das Artes um espaço de produção e exibição de relevância nacional.

Pelo dinamismo que vive e pelas medidas de apoio ao investimento e ao ensino profissional, Famalicão é hoje considerada uma marca estrela. Uma designação que também abriu espaço ao clube da terra. Há duas épocas esteve para cair no Campeonato de Portugal... agora lidera a primeira liga.