A administração da sociedade «O SOL é Essencial S.A.» informou, em comunicado, que «aceitou a notificação judicial deixada na portaria da sua sede a um segurança da empresa «Prosegur», transmitindo essa informação à Direcção.

Ainda assim, a direcção considerou que deveria avançar com a edição extra do jornal, esta sexta-feira à tarde:

«Ponderados os valores em causa, a Direcção entendeu manter nesta Edição Extra os conteúdos incluídos na edição normal do SOL publicada na manhã de hoje, considerando que está em causa o valor superior da liberdade de informação.

E isto porque o autor da providência cautelar não é referido nas notícias por factos da sua vida privada ou pessoal, mas enquanto administrador de uma empresa com capitais públicos e interveniente num plano que ¿ como hoje é público ¿ visava o condicionamento de órgãos de comunicação social.»

No comunicado assinado por José António Saraiva, José António Lima, Mário Ramires e Vítor Rainho é deixada uma última certeza: «Nesta medida, a interposição da providência cautelar mais não visou do que o encobrimento de factos cujo interesse público é já indiscutível.»

A administração acrescenta que «entende que as decisões judiciais válidas devem ser cumpridas, até que sejam judicialmente alteradas e/ou revogadas», pelo que não fez mais do que comunicar à Direcção Editorial «o conteúdo da decisão proferida pela Meritíssima Juiz da 11º Vara, 1ª Secção das Varas Cíveis de Lisboa.»

Neste comunicado assinado por Ana Bruno (presidente do Conselho de Administração) e Filipe Coelho (Administrador Executivo), a administração assegura que «está inteira e incondicionalmente solidária com todos os jornalistas e com a Direcção Editorial do jornal.»