Os aeroportos portugueses têm vários sistemas para afugentar as aves da rota dos aviões, mas a «melhor tecnologia» continua a ser o falcão, disse à Lusa fonte da ANA-Aeroportos de Portugal.

A colisão de aves com aeronaves é um perigo real que leva à aplicação de medidas por parte dos aeroportos para evitar situações como a que ocorreu na noite de quinta-feira em Nova Iorque: um avião caiu no Rio Hudson, com 148 passageiros e seis tripulantes a bordo, depois de ter sido atingido por pássaros.

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Em Portugal, este perigo faz parte das preocupações «permanentes e constantes» da ANA, que neste momento está a conceber uma «tecnologia inovadora», revelou à Lusa Rui Oliveira, responsável pelo gabinete de comunicação daquela empresa.

No gabinete de segurança do aeroporto, os investigadores estão a desenvolver uma técnica para afugentar os pássaros que recorre a um feixe laser de cor verde que «a breve prazo deverá estar disponível», adiantou.

Até lá, os aeroportos portugueses contam com outros sistemas: canhões de gás, uma espécie de tubos que enviam uma explosão sonora, e sistemas de ultrasons só audíveis pelos pássaros. Mas, segundo Rui Oliveira, os falcões continuam a ser «a melhor tecnologia que existe».

Nos aeroportos de Lisboa e de Faro, existem tratadores e operadores que lidam diariamente com esta ave de rapina, que assim que é solta «desaparece tudo o que é pássaro».

«As fases de voo de aterragem e descolagem são aquelas em que as aeronaves atingem as altitudes em que estatisticamente está provado que são as fases mais críticas para a ocorrência deste tipo de eventos», explica o gabinete de imprensa da ANA, acrescentando que «a colisão de aves com aeronaves verifica-se ao longo dos anos e em todos os aeroportos, algumas sem consequências de registo».

Trata-se de uma situação «a que nenhum aeroporto do mundo é imune», refere ainda a ANA.