O bastonário da Ordem dos Médicos reúne-se esta terça-feira com os diretores dos quatro maiores hospitais de Lisboa, para avaliar o possível encerramento rotativo das urgências de obstetrícia durante o verão. 

Miguel Guimarães recebe, depois, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, que vai para esta reunião já com conhecimento de que a Maternidade Alfredo da Costa só tem anestesistas suficientes para garantir cinco dias de urgências em agosto.

O jornal Público noticia que a Administração Regional de Saúde foi informada ontem, segunda-feira, da carência de anestesistas na maior maternidade do país: uma equipa de urgência precisa de ter dois destes especialistas.

Com estes encontros, a Ordem dos Médicos procura uma solução para a crise que se avizinha nas maternidades de Lisboa nos meses de férias. O fecho rotativo é uma hipótese em cima da mesa, mas não desejado pelos médicos. Segundo o Jornal de Notícias, Miguel Guimarães propõe  que o Estado pague aos médicos no Serviço Nacional de Saúde o mesmo que auferem no privado, ou seja, uma média de 50 euros por hora.