Os empresários da restauração decidiram terminar a greve de fome, depois de se terem reunido com Fernando Medina. Ao que a TVI apurou, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa esteve em permanente contacto com o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, apresentando as reivindicações e medidas propostas pelos manifestantes.

Fernando Medina reuniu-se esta quinta-feira com Ljubomir Stanisic e José Gouveia, dois elementos do movimento "A Pão e Água".

Em declarações aos jornalistas, no final da reunião, Medina recusou uma "guerra" entre o Governo e os empresários da restauração, que cumpriram sete dias em greve de fome.

O grupo de manifestantes vai agora jantar a um restaurante na baixa lisboeta.

O autarca afirmou que a reunião aconteceu "num espírito de franqueza e diálogo", no qual resultou "um compromisso muito firme da minha parte".

Ficou acordado que, dentro de sete dias , teremos um novo encontro", avançou Ljubomir.

"É nossa vontade terminar a greve de fome"

Nove empresários responsáveis pelo movimento “A Pão e Água” mantiveram-se em greve de fome à porta da Assembleia da República em Lisboa, para serem ouvidos pelo Governo sobre as suas propostas para mitigar os efeitos da pandemia Covid 19 naquele setor da economia.

Apesar do grupo ter dito que o protesto só termina quando for recebido pelo primeiro-ministro ou pelo Ministro da Economia, Ljubomir Stanisic e José Gouveia admitiram aos jornalistas pretendiam terminar com a greve de fome, o que veio a acontecer.

É nossa vontade terminar a greve de fome , mas só em grupo é que vamos decidir", afirmou Ljubomir Stanisic na altura.

O chef Ljubomir Stanisic chegou mesmo a ser transportado de urgência para o hospital, ao final do sexto dia em greve de fome.

O Governo anunciou, na semana passada, as medidas de contenção da pandemia da covid-19 para o novo período de estado de emergência: nas vésperas dos feriados, o comércio encerra a partir das 15:00 em 127 concelhos do continente classificados como de risco “extremamente elevado” e “muito elevado” e mantêm-se os horários de encerramento do comércio às 22:00 e dos restaurantes e equipamentos culturais às 22:30 nestes concelhos e em mais outros 86 considerados de “risco elevado”.

No dia 14 deste mês, o ministro da Economia disse que o apoio excecional aos restaurantes dos concelhos abrangidos pelo estado de emergência para os compensar pela receita perdida nestes dois fins de semana acenderá a 25 milhões de euros e será pago em dezembro.