Uma profissional de saúde do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, disse este sábado à TVI que os serviços entraram em rotura a meio de dezembro e que a situação tem se agravado. Uma imagem partilhada nas redes sociais mostra como várias ambulâncias tiveram de aguardar ao longo de horas para deixar pacientes infetados com o novo coronavírus nas urgências.

Em declarações à TVI24, a profissional diz que os "os serviços estão todos cheios e não há vagas no internamentos. Os doentes continuam a chegar, porque este é um hospital de fim de linha, mas nós não temos capacidade".

A profissional diz que, na zona de espera dedicada à assistência de doentes covid-19, chegam a ficar "seis a sete ambulâncias durante horas, porque não temos capacidade para ter doentes lá dentro, nem de os escoar para internamento".

A preocupação pelos doentes leva os médicos a terem de sair para a zona exterior do hospital para proceder à verificação do estado dos doentes e estabelecer prioridades no atendimento.

São feitos muitos esforços para tentar dar resposta, porque não há recursos para isto. Tudo o que tem sido feito parte do nosso esforço para dar resposta. Em termos de hospital, não temos por onde nos mexer, escapar. É muito difícil", conta a profissional.

No entanto, a mesma fonte sublinha que, ao contrário daquilo que ocorreu em Torres Vedras - onde um idoso morreu após horas à espera para dar entrada nas urgências -, não há registo que o mesmo tenha ocorrido no hospital universitário.

O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, onde está incluído o Santa Maria, anunciou esta sexta-feira o alargamento imediato do seu plano de contingência covid-19 devido “à grande pressão” na urgência dedicada a doentes respiratórios e nos internamentos, anunciou esta sexta-feira a instituição.

Será reforçada a capacidade de resposta da urgência covid com uma segunda estrutura junto à Urgência Central do Hospital Santa Maria, com capacidade para cerca de 10 doentes.