Faz esta quinta-feira 23 anos que desapareceu Rui Pedro, o menino de11 anos que foi visto pela última vez no dia 4 de março de 1998, em Lousada, no Porto. A mãe, Filomena Teixeira, deu uma entrevista ao programa "Goucha", da TVI, na qual admitiu ainda ter esperança que, um dia, o filho lhe vá bater à porta. 

Há muita mágoa. A família ficou toda com medo que os filhos fossem todos raptados".

Esta história que chocou a opinião pública e marcou o país teve sempre, ao longo de mais de duas décadas, um nome associado ao caso: Afonso Dias. Trata-se da última pessoa que viu Rui Pedro, no entanto, negou sempre o envolvimento neste desaparecimento. 

Em abril de 1998, acabou por surgir aquilo que não passou de uma falsa esperança. Numa revista portuguesa foi publicada uma fotografia, captada na Disneyland Paris, na qual constava um rapaz muito parecido com Rui Pedro. No entanto, esta possível pista nunca chegou a ser investigada pelas autoridades.

Para a Polícia Judiciária o Rui Pedro estava morto em qualquer lado. Para a primeira equipa da Polícia Judiciária ele não tinha sido raptado, eu é que inventava da minha cabeça. Eu é que era louca", disse Filomena.

A mãe de Rui Pedro nunca baixou os braços e conseguiu que uma nova equipa de investigação pegasse no caso. Com novos advogados e depois de reunidas várias provas consideradas fiáveis, a família conseguiu que o caso fosse a tribunal ao final de 13 anos, em 2011. 

Dois anos depois, Afonso Dias foi condenado em primeira instância a três anos de prisão efetiva pelo crime de rapto. 

Já se passaram 23 anos e o desaparecimento continua por esclarecer. Se estiver vivo, Rui Pedro teria agora 34 anos. 

Eu tenho aqui uma medalha que diz 'a esperança nunca morre', podem-me chamar louca, mas eu ainda não perdi a esperança. De pelo menos saber o que é que lhe aconteceu", confessou Filomena.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Cláudia Évora