A Federação Nacional da Educação (FNE) considerou esta quarta-feira que os resultados alcançados pelos alunos portugueses nos testes PISA, acima da média da OCDE, refletem o trabalho feitos nas escolas.

O PISA, na sigla em inglês, é um Programa Internacional de Avaliação de Alunos dirigido aos alunos de 15 anos e no qual Portugal participa desde a primeira edição, em 2000.

“Apesar da imagem negativa que muitos querem fazer passar dos professores e do sistema de ensino português, a verdade é que estes resultados confirmam que os professores portugueses são responsáveis pelo crescimento dos conhecimentos e competências dos alunos, os quais, por seu turno, também têm trabalhado cada vez com mais qualidade”, afirma a FNE em comunicado.

Mais do que os quadros do PISA com listagens de países, que ordenam posições, a FNE entende que devem ser aproveitadas as mensagens políticas dirigidas ao investimento na educação.

Neste sentido, destaca o apoio à ciência, o aumento de recursos para as escolas com elevada concentração de alunos com desempenhos mais fracos e frágil situação económica e o apoio linguístico adicional para os imigrantes.

O estudo da OCDE foi revelado na terça-feira e aponta uma progressão nos resultados dos alunos portugueses em literacia de ciências, leitura e matemática.

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, manifestou-se satisfeito com os resultados positivos de Portugal nos testes PISA em ciências, leitura e matemática, mas considerou que o país tem de melhorar nos níveis de retenção escolar.

O comissário europeu da Educação, Tibor Navracsics, destacou, por seu lado, em Bruxelas, o desempenho de Portugal nos testes PISA em ciências, leitura e matemática, apontando que se trata do único país da União Europeia que tem melhorado sempre desde 2000.

O Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) destacou que Portugal conseguiu pela primeira vez resultados “significativamente superiores” à média da OCDE nos testes PISA em ciências e leitura.