O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, destacou, esta terça-feira, a redução de 47% de área ardida no primeiro semestre deste ano, comparativamente com a média dos últimos dez anos.

No primeiro semestre deste ano, tivemos 5.012 incêndios que felizmente não foram notícia nas televisões, quase nenhum deles (...) porque houve capacidade de resposta eliminando-os logo nas primeiras horas”, afirmou o governante, que falava aos jornalistas em São Martinho de Anta, concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real.

Estes incêndios resultaram em 9.627 hectares de área ardida.

Comparando com o histórico dos últimos dez anos, nos primeiros meses de 2019 foram registados menos 24% incêndios rurais e menos 47% de área ardida.

Já no ano passado, acrescentou o ministro, verificou-se uma redução de 68% de área ardida relativamente à média dos últimos dez anos.

Os meios de combate a incêndios foram reforçados na segunda-feira, no primeiro dia do mês de julho, passando o dispositivo a estar na sua capacidade máxima, mas dos 60 meios aéreos previstos apenas estão disponíveis 40.

A Diretiva Operacional Nacional (DON), que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para este ano, indica que os meios são reforçados em julho pela terceira vez este ano com a entrada em vigor do denominado ‘reforçado – nível IV’, que termina a 30 de setembro.

Nos próximos três meses, vão estar operacionais 11.492 elementos, 2.653 equipas e 2.493 veículos dos vários agentes presentes no terreno.

O dispositivo tem hoje a maior dimensão que alguma vez teve e tem sobretudo uma característica que é a flexibilidade da resposta”, salientou Eduardo Cabrita, que falava após uma reunião com a Comunidade Intermunicipal do Douro, incluída no “Roteiro MAI”.

O ministro explicou que os meios estão a ser “balanceados” em funções dos níveis de risco.

Nas semanas anteriores, os níveis de risco foram mais elevados no Algarve e Baixo Alentejo e, para os próximos dias, estão identificadas situações de risco muito elevado no Interior Norte, fundamentalmente na Beira Interior, Trás-os-Montes e Douro.

O dispositivo tem isso em conta e está preparado para reagir nessa matéria”, sustentou Eduardo Cabrita.

Quanto aos meios aéreos, o ministro reiterou que, se for indispensável, serão realizados ajustes diretos.

O governante disse ainda que a capacidade operacional do país foi demonstrada em 2018, continua a ser demonstrada em 2019 e sublinhou também a aposta na prevenção.

No âmbito da operação “Floresta Segura 2019”, a GNR identificou 31.582 situações de incumprimento relativamente à limpeza dos terrenos à volta do edificado e notificou todos os proprietários e todos os presidentes de câmara sobre essas situações.

O objetivo aqui não é aplicar coimas, é incentivar a limpeza. As coimas não salvam vidas nem protegem bens, o que protege bens e salva vidas é a mobilização efetiva do esforço de limpeza”, salientou.