A Assembleia Municipal (AM) de Pedrógão Grande deveria ter deliberado esta sexta-feira sobre a aplicação de cerca de 360 mil euros de donativos na sequência do incêndio de 2017, mas a proposta foi retirada pelo executivo.

O presidente da Câmara Municipal, Valdemar Alves, eleito pelo PS, justificou aos deputados municipais que “ainda não está concluído o regulamento” necessário para o efeito, sendo a discussão e a votação da proposta de aplicação daquele montante adiadas para uma próxima reunião da AM.

Por outro lado, a vice-presidente da Câmara, Margarida Guedes, revelou que deram entrada nos serviços da autarquia 38 pedidos de apoio à recuperação de segundas habitações do concelho destruídas, total ou parcialmente, pelo grande incêndio de 17 de junho de 2017, em que morreram 66 pessoas e mais de 200 ficaram feridas, algumas em estado grave.

Num primeiro momento, a Câmara de Pedrógão Grande validou cinco desses pedidos, rejeitando 33 que “não cumpriam as regras” previstas no regulamento em vigor.

Posteriormente, porém, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) “aprovou apenas quatro”, com os proprietários a aguardarem agora o financiamento, que totaliza mais de 76 mil euros, para poderem realizar as obras de reconstrução, disse Margarida Guedes.

Por unanimidade, a Assembleia Municipal, que integra eleitos do PS e do PSD, aprovou uma proposta do executivo a dar o acordo à transferência de competências da Administração Central no domínio do transporte turístico de passageiros em vias navegáveis interiores.

O presidente da AM de Pedrógão Grande, António Tomás Correia, salientou que existem no concelho “quarenta e tal quilómetros de albufeiras”, das barragens do Cabril e da Bouçã, no rio Zêzere.

A vereadora Margarida Guedes disse que, no futuro, Pedrógão Grande “terá todas as competências” nesta área, se algum investidor turístico vier a apostar no transporte turístico nas albufeiras locais.