O vice-presidente da Câmara de Mação disse, este domingo, que as chamas já consumiram três mil hectares de floresta e que está em risco de desaparecer o que sobrou dos incêndios de 2017.

Foram consumidos três mil hectares. Neste momento a frente do fogo tem seis, sete quilómetros e, com isto assim, tudo o que sobrou dos catastróficos incêndios de 2017 está em risco de desaparecer. Assim, não vai sobrar nada”, lamentou António Louro.

Segundo aquele que é também responsável da proteção civil de Mação, encontram-se cerca de 200 operacionais a combater o incêndio que “desde as 20:00 de ontem [sábado] passou de Vila do Rei para o concelho”.

Oficialmente parecem estar muitos operacionais, mas quando se se fala com as pessoas, no terreno, elas perguntam ‘onde é que estão’?”, afirmou António Louro.

O incêndio que deflagrou em Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, e que afeta Mação tem 60% da sua área dominada. Este é o fogo que causa mais preocupação nesta manhã de domingo e que mobiliza mais meios no combate às chamas: 809 operacionais, apoiados no terreno por 245 veículos e oito meios aéreos. 

O Comandante do Agrupamento Centro Sul, Belo Costa, disse que o incêndio em Vila de Rei, que ao início da noite alastrou para o concelho de Mação, distrito de Santarém, tem uma "dimensão bastante apreciável" e o trabalho dos operacionais "é dificultado pelo tipo de terreno" onde arde.

Já os dois incêndios que lavravam no concelho da Sertã desde sábado foram dominados durante a madrugada.  Depois do fogo em Mosteiro de São Tiago, Várzea dos Cavaleiros, ter sido dado como dominado às 04:25, a ANEPC indicou que o mesmo aconteceu com o de Rolã, pelas 04:45.

Os três incêndios no distrito de Castelo Branco provocaram 20 feridos: oito bombeiros e 12 civis, um dos quais ficou com ferimentos graves.

O ferido grave, um civil que sofreu queimaduras, foi transportado de helicóptero para Lisboa.