As Forças Armadas fizeram 98 intervenções de combate a fogos e colocaram 832 militares em acções de rescaldo e vigilância desde que foi activada a Fase Charlie, no dia 1 de Julho, anunciou esta quarta-feira o Estado-Maior-General em comunicado citado pela Lusa.

Ao abrigo de um protocolo entre o Exército e a Autoridade Florestal Nacional, no designado Plano Vulcano, há 20 equipas distribuídas pelo país com capacidade de primeira intervenção e com prioridade para proteger as matas.

O acordo inclui ainda 250 homens para acções de vigilância e prevenção de incêndios.

Entre as 98 intervenções do Plano Vulcano, houve 29 acções de primeira intervenção, 41 acções de rescaldo, 12 operações de vigilância e outras três acções.

Noutro âmbito, no Plano Lira, há um dispositivo do Exército envolvido em acções de rescaldo, consolidação e vigilância activa.

Para este plano já foram mobilizados, desde 1 de Julho, 38 pelotões, 832 militares e 87 viaturas.

Segundo o Estado-Maior-General, as Forças Armadas têm ainda participado no reabastecimento dos aviões Canadair italianos e espanhóis e dos helicópteros Kamov, bem como no fornecimento de alimentação às tripulações.

Os reabastecimentos ascendem a 81.975 litros de combustível na Base Aérea n.º 6 (Montijo) e no Aeródromo de Manobra nº1 (Ovar).

«As Forças Armadas dispõem ainda de um conjunto de meios humanos e materiais em prontidão variável, de acordo com o estado de alerta implementado, em diversos locais do país», conclui o comunicado.

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais iniciou a «Fase Charlie», considerada a de maior risco de incêndios, a 1 de Julho e deverá terminá-la a 30 de Setembro.
Redação