O Governo decidiu, esta quinta-feira, declarar a situação de alerta em Portugal continental entre as 00:01 de sexta-feira e as 23:59 de sábado, devido ao "agravamento do risco de incêndio" decorrente do estado do tempo.

A decisão foi tomada por despacho conjunto dos ministros da Administração Interna e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, que anunciaram a medida em comunicado.

De acordo com as previsões meteorológicas, é esperado até sábado um aumento da intensidade do vento, acompanhado pela continuação de tempo quente e seco.

A situação de alerta implica medidas de "caráter excecional", como o reforço da "prontidão e da resposta operacional", nomeadamente da PSP, da GNR, das equipas de emergência médica e saúde pública e das operadoras de redes de comunicações fixas e móveis e de fornecimento de energia.

A medida obriga ainda à "mobilização em permanência" das equipas de sapadores florestais, do Corpo Nacional de Agentes Florestais e dos Vigilantes da Natureza.

Durante o período de alerta estão proibidas diversas atividades, como a realização de queimadas, o uso de fogo de artifício ou outros artefactos pirotécnicos, o acesso, a circulação, a permanência e trabalhos nos espaços florestais com material passível de provocar faíscas.

Os funcionários do Estado que são bombeiros voluntários estão dispensados do trabalho, com exceção dos que prestam cuidados de saúde em situações de emergência, designadamente técnicos de emergência pré-hospitalar e enfermeiros do Instituto Nacional de Emergência Médica, e das forças de segurança.

O despacho de declaração de situação de alerta prevê a solicitação à Força Aérea de aeronaves para, "se necessário", estarem operacionais.

Ministro da Agricultura alerta para risco elevado e apela para cumprimento da lei

 O ministro da Agricultura fez esta quinta-feira, em Alcanena, um apelo “veemente” a quem trabalha nos campos para que não utilize máquinas agrícolas nem faça queimadas nos próximos dias, porque o risco de incêndio “é muito grande”.

Luís Capoulas Santos, que paticipou, com o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, na apresentação de um balanço preliminar do programa conjunto de vigilância preventiva Faunos, na Serra de Santo António, freguesia de Minde, concelho de Alcanena, no distrito de Santarém, afirmou que, a partir de sexta-feira, com o elevar do aviso de alerta, devido ao “grau de secura muito elevado” e ao risco “muito grande” de incêndio, “é absolutamente proibido operar máquinas agrícolas” e fazer queimas ou queimadas.

“Apelo com veemência aos pastores, aos criadores de gado, aos agricultores, a todos aqueles que trabalham no campo com máquinas, com outros equipamentos, que, em dias como este e os que se aproximam, a que cumpram a lei”, disse.