Um grupo de 35 militares e um avião P-3C, da Força Aérea Portuguesa (FAP), iniciaram esta quinta-feira uma missão da União Europeia (UE) para tentar conter a migração clandestina e tráfico de pessoas no Mediterrâneo.

Em comunicado, a FAP informou que os militares portugueses ficarão sedeados na base aérea de Sigonella, nos arredores de Catânia, na Sicília (Itália), e integram a Operação “Sophia”, da força naval do Mediterrâneo da União Europeia (EUNAVFOR MED, na sigla em inglês) até 29 de agosto.

A missão desta força destacada é patrulhar a “zona sul do Mediterrâneo Central, contribuindo para o desmantelamento de redes de introdução clandestina de migrantes e de tráfico de pessoas, visando acabar com a tragédia humana vivida” nesta região, lê-se ainda no comunicado da Força Aérea.

Como “tarefa adicional”, o patrulhamento da aeronave P-3C pretende “contribuir para a implementação do embargo de armas” e recolha de informações sobre “o contrabando de petróleo exportado ilegalmente, conforme previsto em resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas”.

A zona que vai ser vigiada pelo avião português é utilizada por migrantes clandestinos que pretendem chegar à Europa, vindos do Norte de África, onde milhares de pessoas morreram nos últimos anos.

A FAP já tinha feito uma missão idêntica, na mesma zona, também integrada da operação "Sophia", em 2018.