Situações de falhas na pressurização não são muito frequentes, mas constituem um “problema sério” que levou a Força Aérea Portuguesa a oferecer assistência ao piloto do Boeing 737 que hoje foi escoltado por F-16M, segundo a Força Aérea.

Não há muitas situações de falta de pressurização, mas é um problema sério”, disse à Lusa o porta-voz da Força Aérea Portuguesa (FAP), tenente-coronel Manuel Costa, afirmando que foi oferecida assistência ao piloto, que a aceitou.

Uma parelha de F-16M da Força Aérea assistiu hoje uma aeronave da companhia aérea holandesa Transavia, que declarou emergência após descolar do Funchal, na ilha da Madeira.

O avião, um Boeing 737 da Transavia que transportava 149 passageiros a bordo, comunicou problemas de pressurização quando fazia a ligação com Amesterdão, revelou a FAP em comunicado.

A FAP faz a monitorização do espaço aéreo nacional no âmbito do Serviço de Policiamento Aéreo da Autoridade Aeronáutica Nacional (AAN), titulado pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Manuel Rolo.

Quando é detetada alguma anomalia, o protocolo é ativado, a aeronave é sempre questionada e, se precisar de apoio, nós vamos”, disse o tenente-coronel Manuel Costa, acrescentando que os F-16 foram verificar se havia “danos exteriores”, o que não se verificou.

Esta foi a segunda vez que, em menos de 24 horas, a Força Aérea ativou a parelha de F-16 em alerta permanente na Base Aérea n.5, em Monte Real, para escoltar uma aeronave civil em dificuldades.

No domingo, o avião da Air Astana, que descolou de Alverca às 13:21 e que declarou emergência, esteve algum tempo a sobrevoar a região a norte de Lisboa e o Alentejo, numa trajetória irregular, antes de ter sido tomada a decisão de o Embraer da companhia do Cazaquistão aterrar no aeroporto de Beja, o que aconteceu às 15:28, à terceira tentativa.

Uma fonte aeronáutica já tinha avançado à Lusa que o avião tinha sofrido uma "falha crítica nos sistemas de navegação e de controlo de voo".

O voo KZR 1388 descolou de Alverca às 13:21 e tinha como destino Minsk, capital da Bielorrúsia.

Segundo a mesma fonte, o avião esteve a fazer manutenção nas oficinas da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal.

Durante a emergência, as autoridades chegaram a equacionar a possibilidade de a aeronave fazer uma amaragem no rio.