A GNR e a PSP realizaram no ano passado 7.638 ações de fiscalização no setor da segurança privada em Portugal, tendo sido registadas 32 situações criminais por exercício ilícito, segundo um relatório divulgado esta quinta-feira.

Os dados constam do Relatório Anual de Segurança Privada (RASP) de 2020 aprovado por unanimidade na quarta-feira pelo Conselho de Segurança Privada (CSP), presidido pelo Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís.

Em comunicado, o Ministério da Administração Interna (MAI) realça que o relatório, no que diz respeito à fiscalização, indica que as forças de segurança (GNR e PSP) realizaram 7.638 ações, tendo sido detetadas 32 situações criminais pelo exercício ilícito da segurança privada e registadas 1.673 situações contraordenacionais.

O relatório refere que há 83 empresas habilitadas a prestar serviços de segurança privada e detentoras de 127 alvarás, 31 entidades com licença de autoproteção e detentoras de 38 licenças, 37 entidades formadoras licenciadas, com 471 espaços em todo o território nacional, sete entidades consultoras e 1.853 entidades instaladoras de sistemas de segurança devidamente acreditadas.

Os dados indicam também que há 60.233 profissionais habilitados ao exercício da segurança privada, dos quais 37.670 vinculados a empresas, detentores de 61.865 cartões válidos no conjunto das diversas especialidades.

Segundo o RASP, 97,8% dos vigilantes habilitados têm nacionalidade portuguesa, sendo 12% do género feminino.

De acordo com a nota do MAI, o CSP constitui-se como o órgão de consulta do membro do governo responsável pela área da administração interna e nele têm assento as entidades do Estado e os representantes do setor – empresas e profissionais da segurança privada.

O RASP 2020 respeita o novo modelo de relatório aprovado pelo CSP e que consagra uma nova abordagem: adiciona aos dados do Estado - existentes no sistema de informação dedicado da PSP – SIGESP - o contributo ativo dos representantes do setor, permitindo uma melhor caracterização socioeconómica da atividade de segurança privada em Portugal”, é referido na nota.

/ AG