O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, garantiu hoje que não haverá qualquer revisão do acordo ortográfico, mas adiantou a hipótese de acertos no Vocabulário Ortográfico Comum, que deverá ficar concluído em 2014.

Na Feira do Livro de Lisboa, que abriu esta terça-feira, Francisco José Viegas disse aos jornalistas que haverá abertura para fazer acertos no Vocabulário Ortográfico Comum (VOB) a todos os países que ratificaram o acordo ortográfico, sendo que falta ainda o acordo de Angola e Moçambique.

«Será apresentada uma versão beta ainda este ano e até 2014 será encerrado. Ainda nem sequer foram incluídas no Vocabulário Ortográfico Comum as contribuições de Angola e Moçambique», reforçou, escreve a Lusa.

Na abertura oficial da feira esteve presente o escritor Vasco Graça Moura, um dos mais acérrimos opositores do atual acordo ortográfico, que, em declarações aos jornalistas disse que defende «a supressão das asneiras que lá estão [no documento]».

«O acordo é uma pura manifestação neocolonialista negociada entre Portugal e o Brasil com o mero corpo presente dos outros países participantes e isso é uma ofensa a culturas que se produzem na nossa lingua, em África, por exemplo», disse.

Vasco Graçça Moura defendeu a existência do VOB, «sem o qual não é possível aplicar-se nada».