O coordenador da Task Force da vacinação contra a covid-19 demitiu-se, informa o Ministério da Saúde em comunicado.

Francisco Ramos renunciou na terça-feira ao cargo, devido a "irregularidades detetadas pelo próprio no processo de seleção de profissionais de saúde no Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, do qual é presidente da comissão executiva".

O Ministério garante que o funcionamento da Task Force se mantém "assegurado pelos restantes membros do núcleo de coordenação".

Segundo apurou a TVI, entre esta terça e quarta-feira, foram vacinadas 230 pessoas contra a covid-19 no Hospital da Cruz Vermelha.

Francisco Ramos, ao detetar as irregularidades, participou-as à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde, que já está a fazer uma auditoria.

Numa nota enviada às redações, Francisco Ramos explica o que o levou a afastar-se do cargo:

"Ao tomar conhecimento de irregularidades no processo de seleção para vacinação de profissionais de saúde do Hospital da Cruz Vermelha, do qual sou Presidente da Comissão Executiva, considero que não se reúnem as condições para me manter no cargo de coordenador da task force para a elaboração do Plano de Vacinação Contra a COVID-19 em Portugal. Assim, apresentei ontem, dia 2 de fevereiro de 2021, à Senhora Ministra da Saúde, a renúncia ao cargo".

A Task Force foi criada pelo Governo para  para coordenar todo o plano de vacinação contra a covid-19. Era liderada pelo ex-secretário de Estado Francisco Ramos e inclui elementos da Direção-Geral da Saúde, Infarmed e dos ministérios da Defesa Nacional e da Administração Interna, além do apoio técnico de diversas estruturas.

A 16 de dezembro de 2020, o Hospital da Cruz Vermelha elegeu em assembleia-geral o novo Conselho de Administração, integrando dois ex-secretários de Estado da Saúde, Francisco Ramos e Manuel Teixeira, que entraram em funções de imediato.

A assembleia-geral do Hospital da Cruz Vermelha, realizou-se no seguimento da compra pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) de 55% do capital da Sociedade Gestora do Hospital da Cruz Vermelha, formalizada na segunda-feira.

Catarina Pereira Teresa Rodrigues / - notícia atualizada às 18:20