O maior narcotraficante português, que regressou a Portugal, nesta quinta-feira, depois de ter sido detido em Málaga, Espanha, ficou em prisão preventiva.

Franklim Lobo foi ouvido no Campus de Justiça, em Lisboa, depois de ter sido entregue às autoridades portuguesas na fronteira de Caia, em Elvas.

O criminoso português foi presente à juíza da Operação Aquiles para aplicação das medidas de coação e dizer se quer ser incluído no julgamento que já decorre ou se prefere ser julgado à parte, uma vez que à data do início do julgamento estava desaparecido.

Franklim Pereira Lobo, 63 anos, foi detido em Málaga, a 12 março, ao abrigo de um mandado europeu de detenção.

É arguido na Operação Aquiles, que envolve crimes de tráfico de droga, associação criminosa e corrupção passiva e ativa.

A Operação Aquiles tem 27 arguidos, entre os quais dois inspetores da Polícia Judiciária, uma vez que os juízes decidiram separar os processos de Franklim Pereira Lobo e da arguida Ana Luísa Caeiro.

Segundo a acusação, entre outubro de 2006 e janeiro de 2007, elementos da Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico da Polícia Judiciária (UPAT/PJ) transmitiram à sua hierarquia informações resultantes de vigilâncias e recolha de informações que "evidenciavam fortes suspeitas de ligações ao mundo do crime" do ex-coordenador da PJ Carlos Dias Santos.