Com o ano de 2019 a terminar, a TVI24 relembra as personalidades que morreram. Da política à cultura, de Portugal para o mundo, muitos foram os rostos que deixaram a sociedade.

Sociedade portuguesa de luto

Foi uma das mortes mais marcantes do ano. Quando a 3 de outubro se soube da morte de Diogo Freitas do Amaral, a sociedade portuguesa estremeceu. Aquele que é um dos rostos da democracia em Portugal morreu com 78 anos.

Figura incontornável da figura política, tem vários marcos na carreira. A 19 de julho de 1974, foi um dos fundadores do CDS, partido do qual viria a sair em divergência, acabando por se aproximar do PS, sendo ministro dos Negócios Estrangeiros do primeiro governo de José Sócrates.

Muito antes disso, assumiu, de forma interina, o cargo de primeiro-ministro durante pouco mais de um mês, depois da morte de Francisco Sá Carneiro.

Para a história fica a célebre corrida eleitoral entre Freitas do Amaral e Mário Soares, no ano de 1986. Soares acabaria por vencer, numas eleições presidenciais que fragmentaram o país entre esquerda e direita. Apoiado por PSD e CDS, obteve 48,8%, perdendo para Mário Soares, candidato do PS.

Histórico do Partido Comunista Português (PCP) e um forte opositor ao Estado Novo, Ruben de Carvalho morreu a 11 de junho, no Hospital de Santa Maria. Tinha 74 anos.

Membro das comissões juvenis de apoio à candidatura do general Humberto Delgado, o político acabou por exercer o cargo de chefe de gabinete do ministro sem pasta, Francisco Pereira de Moura, em 1974.

Ruben de Carvalho era membro do Comité Central do PCP, responsável na Câmara Municipal de Lisboa pelo Roteiro do Antifascismo e fazia parte da organização da Festa do Avante! desde o seu início, em 1976.

A sua morte acabaria por ser investigada pelo Ministério Público, por uma alegada negligência médica.

Foi um dos homens mais ricos de Portugal durante vários anos. Alexandre Soares dos Santos morreu a 16 de agosto, aos 85 anos, na sequência de doença prolongada.

Começou a trabalhar na Unilever em 1956, e andou por várias filiais da empresa no estrangeiro. Aos 34 anos regressou a Portugal para assumir o comando da Jerónimo Martins, empresa que transformou numa das mais bem-sucedidas em Portugal.

O empresário ampliou os negócios e fez crescer a empresa da família, lançou a marca Pingo Doce, colocou o grupo em Bolsa e expandiu-o internacionalmente, em 1995, para o Brasil e Polónia.

Foi agraciado com os graus de Grande-Oficial da Ordem Civil do Mérito Agrícola, Industrial e Comercial - Classe Industrial, Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, Grã-Cruz da Ordem do Mérito e Grã-Cruz da Ordem do Mérito Empresarial - Classe do Mérito Comercial, tendo, neste último, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, destacado o seu lado de "responsabilidade social" e o papel como servidor da comunidade.

Quem desapareceu na cultura portuguesa

Nascido no Porto, em maio de 1942, José Mário Branco é considerado um dos mais importantes autores e renovadores da música portuguesa, em particular no período da Revolução de Abril de 1974.

Com mais de meio século de carreira, um dos seus temas mais importantes é “FMI”, canção com 25 minutos que relata o período de intervenção financeira de que Portugal foi alvo em 1986.

Com mais de uma dezena de álbuns, foi também parte ativa na produção de várias músicas incontornáveis da cultura portuguesa, como é o caso de vários trabalhos de Camané.

Morreu no dia 19 de novembro e deixou todo o país unido.

Ondina Veloso, era este o nome da cantora Dina, que ficou célebre com o tema “Amor de Água Fresca”. Esta canção, cuja letra foi escrita por Rosa Lobato Faria, foi a música portuguesa do ano de 1992, conseguindo a vitória no Festival da Canção.

Nascida a 18 de junho de 1956 no Carregal do Sal, entrou para a música em 1975, com a formação do Quinteto Angola. Cinco anos depois tornava-se conhecida do grande público. A RTP era a única televisão em Portugal, e a transmissão do Festival da Canção era seguida com especial atenção. No ano de 1980, Dina levou a concurso a música “Guarda em Mim”. Fica em 8º lugar, mas recebe o prémio revelação.

Em 1982 gravou o seu primeiro álbum de estúdio, “Dinamite”. Seguir-se-iam outros seis álbuns. "Guardado em Mim", "Pássaro Doido", "Há Sempre Música Entre Nós", "Em Segredo", "Gosto do Teu Gosto", "Pérola, rosa, verde, limão, marfim" e "Aguarela de Junho" são outros dos êxitos da cantora, que somou 35 anos de carreira.

Acabou por morrer no dia 11 de abril, no Hospital Pulido Valente, vítima de uma fibrose pulmonar, patologia que tinha há algum tempo.

A literatura infantojuvenil não teria sido a mesma sem Maria Alberta Menéres. Com mais de 100 obras publicadas nesta vertente, a escritora também foi a criadora do conceito “Pirilampo Mágico”, que ajuda pessoas em dificuldade todos os anos.

Entre as suas obras infantojuvenis, destaca-se “Ulisses”, editada pela primeira vez em 1970, que conta já 45 edições, e do qual vendeu mais de um milhão de exemplares.

Aos 88 anos, Maria Alberta Menéres acabou por morrer na sua residência, em Lisboa, no dia 15 de abril.

Além da escrita, foi professora do ensino técnico, preparatório e secundário, nas disciplinas de Língua Portuguesa e História, de 1965 a 1973.

“Oração de Páscoa” (1958), “O poema disse ao poema” (1974), “O Robot Sensível” (1978), “A Pedra Azul da Imaginação” (1975), “Um Camaleão na gaveta” (1988), “Sigam a Borboleta” (1996), “Camões, o Super Herói da Língua Portuguesa” (2010) e “À Beira do Lago dos Encantos” (2016) são alguns dos seus títulos.

Quando morreu, aos 96 anos, várias foram as figuras da sociedade portuguesa que se apressaram a prestar homenagem a Agustina Bessa-Luís. A escritora, que partiu no dia 3 de junho, deixou uma vasta obra à literatura portuguesa.

“A Sibila”, “Vale Abraão” ou “A Quinta Essência” são apenas algumas das publicações que ficam para a história.

Além da literatura, tem também uma carreira ligada ao jornalismo e ao Teatro. Entre 1986 e 1987 foi diretora do diário O Primeiro de Janeiro. Entre 1990 e 1993, assumiu a direção do Teatro Nacional de D. Maria II, em Lisboa, e foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social.

Acabou por morrer de doença prolongada.

Uma das suas maiores dores era que grande parte da população não o reconhecesse como português. Roberto Leal nasceu na localidade de Vale da Porca, Macedo de Cavaleiros, mas cedo se mudou para o Brasil, apenas com 11 anos de idade.

Em 1971 lança o seu primeiro grande êxito. “Arrebita” conquistou o Brasil e depressa chegou a Portugal.

Ao todo, vendeu mais de 17 milhões de discos, conseguiu 30 Discos de Ouro e cinco de platina e ganhou vários prémios, entre os quais o Troféu Globo de Ouro, da TV Globo, em 1972.

Aos 67 anos, Roberto Leal morreu vítima de um cancro, contra o qual lutava há dois anos.

As mortes que o desporto chorou

Corria o 21º dia do ano quando uma notícia abalou o mundo do futebol. Em pleno mercado de transferências, Emiliano Sala fazia uma curta viagem entre França e o País de Gales, onde ia fazer exames médicos no Cardiff City.

Pelas 20:00 dessa segunda-feira, a pequena avioneta onde seguia o futebolista argentino desaparecia dos radares a cerca de 20 quilómetros da ilha de Guernsey.

No dia 3 de fevereiro a aeronave era localizada no fundo do mar do Norte. Cerca de uma semana depois, uma autópsia confirmava a morte de Emiliano Sala,

O jogador, de 28 anos, tinha custado 17 milhões de euros ao Cardiff City, que o tinha comprado ao Nantes. O clube galês ofereceu um meio de transporte para a deslocação, mas Emiliano Sala recusou, preferindo viajar num avião por ele fretado.

A bordo do modelo Piper Malibu estava ainda o piloto, que também morreu no acidente. David Ibbotson tinha 60 anos.

Os jogadores e os adeptos do Nantes prestaram uma homenagem sentida num jogo contra o Saint-Éttiene.

Há quem acredite que seja um milagre que tenha vivido até tão tarde. Niki Lauda escapou à morte no ano de 1976, depois de ter sofrido um violento acidente numa prova de Fórmula 1 em Nürburgring, na Alemanha.

O piloto austríaco, que era campeão mundial em título, representava a Ferrari numa corrida contra James Hunt, da McLaren. Pouco tempo depois de uma troca de pneus, Niki Lauda perdeu o controlo do seu Ferrari 312 T2, e embateu com violência no morro da pista.

O carro incendiou-se e foram vários os minutos de aflição para tirar o piloto dali. Acabou por ficar com grande parte do corpo queimada, incluindo a cara. Ficou sem boa parte do cabelo, perdeu a orelha esquerda, as sobrancelhas, pestanas e pálpebras

Apesar do acidente, regressou às pistas mês e meio depois, mas não conseguiu revalidar o título. Mas o seu Ferrari voltaria a ser premiado em 1977 com mais um mundial da modalidade.

Retirou-se da Fórmula 1 em 1979, mas acabou por regressar em 1982, para a McLaren, construtora que o guiaria a mais um título em 1984.

Niki Lauda morreu aos 70 anos, no dia 20 de maio, na sequência de complicações de uma gripe.

O mundo do futebol voltava a entrar em choque no primeiro dia de junho. Na manhã de uma segunda-feira, o carro do futebolista José Antonio Reyes despistou-se perto de Sevilha, matando o antigo jogador do Benfica.

Aos 35 anos, o internacional espanhol representava o Extremadura, da segunda divisão espanhola. Teve uma carreira cheia, com passagens por clubes como Real Madrid, Atlético de Madrid, Arsenal ou Sevilha.

A viatura de Reyes seguia a alta velocidade quando se deu o acidente, acabando por capotar e incendiar-se na sequência do mesmo.

Na época de 2008/09, o espanhol representou o Benfica por empréstimo do Atlético de Madrid. Ao serviço dos encarnados, Reyes marcou seis golos em 34 jogos. Nessa época acabaria por conquistar a Taça de Portugal.

Foi campeão de Espanha e de Inglaterra, além de ter vencido a Liga Europa por cinco vezes. Recorde os golos de Reyes com a camisola do Benfica.

Ficou conhecido como o primeiro negro campeão do mundo de rugby pela África do Sul, mas Chester Williams era muito mais do que isso. Corria o ano de 1995, e Nelson Mandela era o presidente do país há pouco mais de um ano. Aquele mundial serviu para unir um país fortemente dividido pelos resquícios do Apartheid, e a presença deste jogador foi crucial politicamente.

Tipicamente um desporto de brancos, o rugby era visto como uma modalidade da alta sociedade, pelo que a comunidade negra não lhe prestava atenção. Nelson Mandela viu naquele mundial, que a África do Sul organizou, uma oportunidade para juntar toda a população.

Com Chester Williams como uma das figuras de proa, os Springboks acabaram por se sagrar campeões do mundo da modalidade pela primeira vez, batendo uma extraordinária Nova Zelândia na final. A 24 de junho de 1995, a África do Sul foi uma só.

Chester Williams morreu na sequência de um ataque cardíaco no dia 6 de setembro. Tinha 49 anos.

A história ficou celebrizada pelo filme “Invictus”, de Clint Eastwood.

No século XX era rara a competição em que Portugal participava. O Euro 1984 foi dos primeiros eventos que contou com a seleção nacional de futebol. Na equipa que chegou às meias-finais estava Rui Jordão.

Com uma carreira recheada de golos, sobretudo ao serviço de Benfica e Sporting, era conhecido como a Gazela de Benguela. Natural da cidade angolana, veio para Portugal com a esperança de se tornar um novo Eusébio.

Quando terminou a ligação ao futebol, Rui Jordão concluiu, em 2001, um curso de pintura e desenho, tendo realizado várias obras.

Internacional pela seleção por 43 vezes, Rui Jordão morreu a 18 de outubro, com 67 anos.

Recorde o jogo entre Portugal e a França, nas meias-finais do Euro 1984.

Da política ao espaço, relembre quem desapareceu

Alfredo Pérez Rubalcaba foi uma das figuras centrais da política espanhola entre os finais do século XX e grande parte do século XXI. O seu ponto alto foi a chegada à liderança do PSOE, o partido socialista espanhol, em 2011.

Sucessor de José Luis Zapatero e antecessor de Pedro Sánchez, este professor universitário desempenhou ainda cargos de relevância governativa, sobretudo nos anos 90.

Em 1992-93 é escolhido para ocupar a pasta de ministro da Educação e Ciência, passando depois a tutelar o ministério da Presidência, onde ficaria até 1996.

Acabaria por morrer na sequência de um acidente vascular cerebral, a 10 de maio. Tinha 67 anos.

É considerado um dos grandes triunfos do mandato de Donald Trump. A morte do líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, é um marco na luta contra o terrorismo. O ataque foi conduzido por militares norte-americanos, na Síria.

Nascido no Iraque, afirmava-se como um descendente do profeta Maomé, e liderou o califado do Estado Islâmico do Iraque e do Levante a partir de 2010.

Sob a sua liderança, o grupo ganhou força, tendo sido responsável por dezenas de ataques terroristas um pouco por toda a Europa. Os atentados de Paris (novembro de 2015) ou de Nice (julho de 2016) são apenas alguns dos que ficam para a história.

Abu Bakr al-Baghdadi morreu com 48 anos, depois de se ter escondido num túnel com os filhos. Os Estados Unidos acabariam por partilhar um vídeo do ataque que terminou na morte do antigo líder do Estado Islâmico.

Começou por ser um herói do Zimbabué, depois de ter conseguido negociar a transição para a paz no país, que vivia uma violenta guerra civil. Eleito presidente em 1980, Robert Mugabe permaneceu no cargo até 2017, acumulando poderes ao longo dos anos, acabando por perder o crédito junto de grande parte da população.

O estado de saúde do antigo chefe de estado já era alvo de comentários há muito tempo, mas a 6 de setembro acabou por ser confirmada a sua morte. Aos 95 anos, acabou por não resistir a um cancro, passando os últimos dias num hospital de Singapura.

Ao longo de quase 40 anos, grande parte da população do Zimbabué continuou a viver na miséria, enquanto Robert Mugabe fazia uma vida faustosa.

Acabou por ser forçado a afastar-se depois de o exército e o seu partido, a União Nacional Africana do Zimbabué, lhe terem retirado o apoio.

Jacques Chirac foi um bastião na Europa, numa altura de muitas mudanças. Pouco depois do Tratado de Maastricht, o francês era eleito presidente da república francesa, em 1995. Ocuparia esse cargo até 2007, passando pelas suas mãos processos decisivos, como a introdução da moeda única, o euro.

Com uma das carreiras políticas mais longas da Europa, Jacques Chirac foi duas vezes presidente, depois de ser duas vezes primeiro-ministro e presidente da câmara de Paris durante 18 anos.

Apesar de ser acusado por muitos de alguma inatividade política, acabou por ficar para a história como um dos presidentes franceses mais queridos dos eleitores.

Morreu a 26 de setembro na capital francesa, Paris, vítima de um problema renal. Tinha 86 anos.

Não ficou conhecido pelas melhores razões, mas Jeffrey Epstein acaba por ser uma das figuras do ano, sobretudo pelas ligações que tinha a várias personalidades com responsabilidades governativas e de representação, como Donald Trump ou o Príncipe André.

A 10 de agosto, este multimilionário de 66 anos foi encontrado morto na sua cela, com sinais de enforcamento. O financeiro tinha sido detido a 6 de julho, por ligações a tráfico de menores.

Com uma vida recheada de processos criminais, Jeffrey Epstein esteve envolvido num processo com Donald Trump, no qual ambos eram acusados de abuso sexual de menores, em factos que remontavam a 1994.

Jeffrey Epstein acabou por morrer numa prisão de Manhattan, Nova Iorque.

Em pela Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética (URSS) lutavam pela hegemonia mundial. Sem capacidade de se expandirem territorialmente, e com um acordo tácito para manter a paz, as duas potências alargavam horizontes para o espaço.

Cada conquista era vista como um enorme triunfo, e a URSS conseguiu uma grande vitória a 18 de março de 1965: Alexei Leonov era o primeiro homem a caminhar no espaço.

Apenas com o auxílio de um cabo, o cosmonauta saiu da cápsula Voskhod 2, dando um enorme passo na era espacial que se seguiri.

Alexei Leonov morreu aos 85 anos.

Os rostos que a cultura internacional perdeu

A 19 de fevereiro foi a moda quem ficou de luto. Karl Lagerfeld, considerado um dos grandes ícones da indústria, morria aos 85 anos. O diretor criativo da Chanel tinha sido internado de urgência um dia antes, e acabou por não sobreviver. O óbito foi declarado no Hospital Americano, em Paris.

Há já algum tempo que o estado de saúde do estilista americano era motivo de preocupações. Um mês antes, o desfile da Chanel na semana da moda de Paris não contou com a presença do designer. De resto, esta foi a única vez que o alemão não marcou presença na apresentação, desde que tinha assumido a direção criativa da marca.

O seu posto acabaria por ser ocupado por Virginie Viard, o braço direito de Karl Lagerfeld há mais de trinta anos.

Nascido na cidade de Hamburgo a 10 de setembro de 1933, Karl Lagerfeld emigrou cedo para a capital francesa, onde venceria o concurso organizado pelo Secrétariat de la Laine, empatado com Yves Saint Laurent, de quem se tornaria amigo.

Juntou-se à Chanel em 1983, e de lá não saiu até à data da sua morte. Ao longo de 36 anos, a marca ficou conhecida pelos seus desfiles com cenários distintos.

Reveja o último desfile da Chanel que foi realizado por Karl Lagerfeld.

Na década de 1990, Luke Perry era um dos ídolos das gerações mais jovens. O ator representava Dylan McKay na série “Beverly Hills 90210”, que durou dez anos no ar.

No dia 4 de março, o ator acabaria por perder a vida, na sequência de complicações sofridas depois de um acidente vascular cerebral (AVC). Morreu num hospital de Sherman Oaks, Califórnia, aos 52 anos.

Além de “Beverly Hills 90210”, Luke Perry participou noutros programas televisivos, como a série “Oz” ou “CSI: Cyber”.

Natural de Mansfield, Ohio, o ator mudou-se para Los Angeles pouco depois de terminar o ensino secundário. Em Hollywood teve um período curto de sucesso.

No grande ecrã, uma das suas últimas aparições foi em “Era Uma Vez em… Hollywood”, filme de Quentin Tarantino protagonizado por Brad Pitt e Leonardo DiCaprio.

A 28 de março morreu a realizadora Agnès Varda. Ícone do cinema francês e pioneira do movimento cinematográfico Nouvelle Vague, a belga recebeu vários prémios ao longo da carreira.

Sempre afastada do cinema mainstream, a realizadora venceu o Leão de Ouro, em Veneza, pelo filme “Sem Eira Nem Beira”, em 1985. Mais tarde, seria a primeira mulher a receber a Palma de Ouro de carreira, em Cannes. Corria o ano de 2015, e dois anos depois receberia o Óscar honorário, em conjunto com Donald Sutherland.

Filha de pai grego e mãe francesa, começou a carreira em 1954 e teve de lutar contra o machismo instalado na indústria cinematográfica durante vários anos.

Agnès Varda esteve várias vezes em Portugal, algumas das quais para mostrar e falar de cinema. Em 2016 foi distinguida pela Universidade Lusófona do Porto com um doutoramento ‘honoris causa’ e foi-lhe dedicado um ciclo no Rivoli - Teatro Municipal.

É dela uma fotografia icónica captada em 1956, de uma mulher vestida de preto, a caminhar descalça numa rua na Póvoa de Varzim, junto a uma parede com um cartaz rasgado de Sophia Loren.

Aos 90 anos, Agnès Varda acabou por não sobreviver a um cancro na mama.

Os 2,18 metros de Peter Mayhew acabaram por lhe valer o papel mais importante da sua carreira. Ainda que sem uma linguagem percetível, Chewbacca foi um dos personagens mais acarinhados da saga Star Wars.

A escolha do artista para o papel é uma das curiosidades da sua carreira. O escolhido de George Lucas tinha sido David Prowse, que preferia fazer de Darth Vader. Com a vaga disponível, a altura de Peter Mayhew acabou por lhe valer um lugar no elenco.

O primeiro filme de Star Wars surge em 1977, mas Peter Mayhew continou a desdobrar-se entre as filmagens e o seu trabalho original. O britânico era assistente no departamento de cardiologia de um hospital.

O ator britânico participou em cinco episódios da saga estelar, o último dos quais em 2015, com “Star Wars: O Despertar da Força”.

Peter Mayhew participou ainda em séries de televisão como “Donny & Marie”, “Os Marretas” ou “Glee”. Escreveu ainda dois livros juvenis: “Growing Up Giant” e “My Favorite Giant”.

A poucos dias de completar 75 anos, Peter Mayhew acabou por não resistir a um ataque cardíaco. Morreu no dia 30 de abril, na sua casa no estado do Texas.

Quando se estreou em 1939, com apenas 17 anos, Doris Day não sabia o sucesso que a esperava.

Cantora que se tornou atriz, Doris Day celebrizou-se nas décadas de 1950 e 60 do século passado, com filmes como Diabruras de Jane ou “Conversa de Travesseiro”.

Nascida Doris Mary Ann Kappelhoff em Cincinnati, Ohio, a atriz era descendente de imigrantes alemães nos Estados Unidos e tornou-se famosa ao gravar o tema “Sentimental Journey” em 1945, como vocalista da banda Les Brown and His Band of Renown. A música tornou-se um popular hino da Segunda Guerra Mundial e, em 1946, Doris Day era a cantora mais bem paga em todo o mundo.

Morreu a 18 de maio, aos 97 anos, depois de uma grave pneumonia.

“Easy Rider” foi, sem dúvida, um dos filmes que marcou o século XX. Em 1969, depois de Peter Fonda, Dennis Hopper e Jack Nicholson atravessarem os Estados Unidos de mota, o cinema nunca mais foi o mesmo.

Além de protagonista, Peter Fonda foi um dos argumentistas deste clássico. A 16 de agosto deste ano, o ator morreu, na sequência de complicações ligadas a um cancro no pulmão. Tinha 79 anos.

Irmão de Jane Fonda, participou em mais de uma centena de filmes, o último dos quais foi “The Last Full Measure”, com Samuel L. Jackson e Morgan Freeman.

A imagem de Peter Fonda a percorrer as estradas de mota fica na imagem de todos os cinéfilos.