Cinco dos oito novos suspeitos do furto de armas em Tancos ficaram em prisão preventiva esta terça-feira.

Os restantes três arguidos ficaram com termo de identidade e residência, sendo que um deles ficou ainda com proibição de se ausentar do país e de contactar com os outros arguidos.

Segundo as declarações do advogado Tiago Melo Alves à saída do tribunal, "estão quase todos indiciados por participarem no furto a Tancos, embora não nenhum tenha ficado indiciado pelo crime de terrorismo internacional".

A Polícia Judiciária deteve estes oito novos suspeitos de envolvimento no furto a Tancos numa megaoperação realizada na segunda-feira. Em comunicado, a Procuradoria-Geral da República esclareceu que as detenções foram feitas esta segunda-feira e que foram também realizadas dezenas de buscas, nas zonas Centro e Sul do país.

Os oito suspeitos foram interrogados esta terça-feira no Campus de Justiça. Os detidos chegaram ao Campus de Justiça pelas 15:00, mas o processo de identificação só começou mais de duas horas depois.

A investigação acredita que estes civis têm fortes ligações ao ex-fuzileiro João Paulino, que se encontra em prisão preventiva e que alegadamente terá sido o mentor do assalto.