O coronel da GNR Taciano Alfredo Teixeira foi detido no âmbito do processo de Tancos na manhã deste sábado, constituído arguido, tendo ficado proibido de se ausentar do país,. O militar foi detido no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, ao regressar da República Centro-Africana. A notícia, avançada pelo Jornal de Notícias, foi entretanto confirmada pelaTVI.

Alfredo Teixeira liderava a investigação criminal da GNR à data do furto e aquando da recuperação do armamento dos paióis do Exército. É suspeito de ter autorizado a participação da GNR de Loulé na encenação da recuperação do material de guerra, através dos militares do Núcleo de Investigação Criminal de Loulé.

Quando foi detido, estaria a regressar a Portugal para gozar um período de férias, interrompendo a missão na República Centro Africana, onde foi colocado em dezembro do ano passado, como coordenador de uma missão das Nações Unidas.  

Este é, assim, o 25.º arguido do processo de Tancos. O coronel será presente a um juiz ainda este sábado, para que lhe sejam aplicadas as medidas de coação. 

No passado dia 13 de julho, já tinha sido constituído arguido o diretor de Investigação Criminal da GNR Amândio Marques, que estaria a par do plano para recuperar as armas mas não o denunciou. Nessa data, a TVI avançava já que o coronel Taciano Alfredo Teixeira, que o antecedeu na função, também estaria prestes a ser constituído arguido. 

O coronel saiu em liberdade, mas está proibido de contactar com os restantes arguidos do processo. As medidas de coação foram aplicadas após ter sido presente ao primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.

Vasco Brazão deixa prisão domiciliária

Ontem, sexta-feira, o Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) revogou a medida de coação de prisão domiciliária aplicada ao ex-porta-voz da Polícia Judiciária Militar (PJM) Vasco Brazão, no âmbito do processo de recuperação do material militar furtado de Tancos.

Segundo a decisão, a que a agência Lusa teve acesso, a Relação revogou a medida de obrigação de permanência na habitação do major, mas manteve as restantes medidas de coação que estavam fixadas, designadamente a proibição de contactar quaisquer outros militares ou de utilizar a Internet.

O processo de recuperação do material militar furtado em Tancos levou a uma investigação por suspeitas de associação criminosa, tráfico de armas e terrorismo no furto do armamento e durante a qual foram detidos o agora ex-diretor da PJM Luís Vieira e o ex-porta-voz da PJM Vasco Brazão e três militares da GNR, num total de oito militares.