A «Operação Anzol» da PSP deteve desde o início de 2009 cerca de 90 indivíduos, maioritariamente mulheres e menores, por suspeita de furto a residências, anunciou esta quinta-feira o director adjunto de Operações de Segurança.

A «Operação Anzol» visa o desmantelamento de uma rede que vem actuando em Portugal, no âmbito do furto no interior de residências, explicou em conferência de imprensa, em Lisboa, o superintendente José Guilherme Silva.

O responsável adiantou que «o grupo aproximava-se das residências, aproveitando a ausência dos moradores e o facto de terem a porta fechada apenas no trinco, furtando objectos de fácil transporte e valor elevado».

«Os crimes têm sido praticados maioritariamente em Lisboa, Porto, Setúbal, Faro, Aveiro, Leiria, Coimbra, Santarém, Évora, Viana do Castelo e Braga», acrescentou.

Durante as investigações, ainda em curso, já foram apreendidas 20 viaturas (autocaravanas e veículos de gama alta), cerca de 100 peças de ouro, jóias e diamantes, perfumes e malas em pele, 36 mil euros, duas balanças de precisão, uma pistola de calibre 6,35mm, uma soqueira e uma faca tipo «borboleta», além de dezenas de documentos falsos.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) cumpriu também 16 mandados de busca domiciliária, com a identificação de 89 indivíduos, 23 dos quais foram detidos.

Esta operação, desencadeada pela PSP, conta com a colaboração do Departamento de Investigação Criminal, os Comandos Metropolitanos de Lisboa e Porto e o Comando Distrital de Faro, além do apoio do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, envolvendo um total de 100 elementos.

Os detidos, de nacionalidades estrangeiras, vão ser presentes a Tribunal por suspeita dos crimes de furto a interior de residências, falsificação de documentos, posse de arma proibida e associação criminosa.