Dois dos nove detidos na megaoperação da GNR "ASILO 28" ficaram em prisão preventiva, determinou o Tribunal Judicial de Almada, que aplicou, nesta sexta-feira, as medidas de coação aos suspeitos de tráfico de droga, associação criminosa e branqueamento de capitais.

Quanto aos restantes, dois ficaram com Termo de Identidade e Residência e cinco com apresentações regulares na GNR.

Nesta operação, denominada “ASILO 28”, foram cumpridos 33 mandados de busca, 21 dos quais em residências, nos distritos de Setúbal, Lisboa e Porto, nove em veículos, dois em estabelecimentos comerciais e um num escritório de advogados.

No âmbito desta investigação, foi constituída arguida uma advogada, que também é defensora de mais de uma dezena de arguidos acusados no processo relativo ao ataque à Academia do Sporting, em Alcochete.

Os militares da GNR apreenderam 952 doses de heroína, 335 doses de cocaína, oito doses de haxixe, seis veículos, 22.170 euros em numerário, 75 munições de diversos calibres, duas armas de fogo e duas réplicas de armas de fogo.

Na sequência da ação, ainda foram apreendidos diversos artigos relacionados com a distribuição de produto estupefaciente, peças em ouro, equipamento eletrónico e informático, telemóveis e documentação contabilística e bancária referente à atividade ilícita.

A operação, levada a cabo na terça-feira, esteve a cargo do Comando Territorial de Setúbal da GNR, através do Núcleo de Investigação Criminal de Almada, e contou com a estrutura de Investigação Criminal do Comando Territorial de Setúbal e da Unidade de Intervenção, bem como com o apoio da Polícia de Segurança Pública.