A Direção-Geral de Saúde (DGS) alertou esta sexta-feira para a existência de "pessoas a bater às portas e a fazerem-se passar por profissionais de saúde que vão agendar a vacinação". Numa publicação nas suas redes sociais, a autoridade de saúde aconselha: "Não abra a porta e denuncie o caso à polícia".

O agendamento da vacinação não é feito ao domicílio, avisa a DGS. O agendamento é feito pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) e o contacto será feito através de uma mensagem de texto.

Este alerta da DGS surge um dia depois de a GNR ter também colocado nas suas redes sociais um aviso semelhante: "Se lhe baterem à porta para fazer um rastreio ao #COVID19 ou à sua vacinação ou oferecer serviços de telecomunicações, desconfie e contacte a GNR. Não é possível pedir a marcação da sua vacina para a covid-19. Será contactado pelo Serviço Nacional de Saúde para esse efeito e nunca através de uma abordagem à sua porta", explica a GNR.

Segundo esta força de segurança, "idosos, que vivem em zonas isoladas, são o principal alvo deste tipo de burla, com o objetivo de furtar ou roubar as poupanças de uma vida. Os métodos utilizados passam por, de forma credível, bater à porta das vítimas fazendo crer que, no âmbito da situação vivida no nosso país, são profissionais de saúde e que pretendem rastrear os idosos quanto ao covid-19 ou, noutros casos, a dar conta da oferta de serviços de telecomunicações. Em ambos os casos, os idosos acabam por ser vítimas de furto. Neste sentido, alertamos que nem os profissionais de saúde, nem os funcionários das operadoras de telecomunicações se dirigem a casa dos cidadãos."

À TVI 24, a Direção-Geral de Saúde esclarece que este alerta surge no âmbito de uma ação conjunta com o Ministério da Saúde de combate à desinformação e às fake news. "Foi identificada a circulação de informação nas redes sociais que dava conta da existência de pessoas a deslocarem-se ao domicílio de cidadãos para agendamento da vacinação contra a covid-19, o que é totalmente falso", explica DGS. "Tendo em conta que o agendamento está a ser feito diretamente pelo Serviço Nacional de Saúde, de acordo com a priorização estabelecida pelo Plano de Vacinação, decidiu-se emitir um alerta à população de forma proativa, para minimizar eventuais danos associados a este tipo de abordagens."

Maria João Caetano