As festas da Moita terminaram no domingo com a detenção de 22 pessoas e uma morte a lamentar.

A morte da irmã do futebolista Yannick Djaló, que foi vítima de atropelamento numa rua pedonal, na madrugada de sábado, foi o caso mais mediático das festas, que decorrem anualmente naquela localidade da região de Setúbal.

O número de detenções ocorreu durante os dez dias de festa, período durante o qual foram apreendidas 25 armas brancas e centenas de doses de droga, segundo o balanço da Guarda Nacional Republicana (GNR), divulgado nesta segunda-feira.

Foram, então, detidas 22 pessoas, a maioria por tráfico de estupefacientes (16), dois por posse de arma proibida, um por homicídio qualificado e que se encontra em prisão preventiva, um por condução sob efeito de álcool e outro por ter sido apanhado a conduzir sem carta.

Quanto às apreensões, além das armas brancas e do veículo utilizado no atropelamento, foram apreendidas 716 doses de haxixe, 18 doses de MDMA (ecstasy), 11 doses de cocaína e sete doses de liamba.

Foram ainda elaborados 136 autos de contraordenação, dos quais 70 por consumo de estupefacientes e 66 por infrações rodoviárias.

"A maioria das armas brancas apreendidas foram detetadas nas imediações dos locais onde foram efetuadas as abordagens a grupos de indivíduos suspeitos, evitando assim a sua entrada para o recinto das festas", sublinha a GNR.

No policiamento às festas estiveram empenhados militares do Destacamento Territorial do Montijo, militares do Destacamento de Intervenção do Comando Territorial de Setúbal, do Grupo de Intervenção de Ordem Pública e do Grupo de Intervenção Cinotécnico, da Unidade de Intervenção, bem como meios a cavalo e ciclo, da Unidade de Segurança e Honras de Estado.