Cinco dos nove homens detidos na quinta-feira pelo furto de 1.500 quilos de cortiça, no âmbito de uma operação que decorreu nos distritos de Santarém, Setúbal e Évora, ficaram em prisão preventiva, avançou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Presentes ao Tribunal Judicial de Santarém, os outros quatro detidos ficaram sujeitos à medida de coação de “apresentações semanais no posto policial da área de residência e proibição de contacto entre os arguidos”, informou a GNR.

Os nove homens detidos na quinta-feira têm idades entre os 30 e os 51 anos, revelou esta força de segurança, acrescentando que, no âmbito desta investigação, foi ainda constituída arguida uma mulher, por vários crimes de furto de cortiça e máquinas agrícolas.

"Os suspeitos usavam os furtos de cortiça e de máquinas agrícolas como modo de vida, causando grandes danos para os produtores agrícolas", destacou a GNR.

A operação decorreu nos distritos de Santarém, Setúbal e Évora, nomeadamente nos concelhos de Coruche, Salvaterra de Magos, Benavente, Montijo, Mora e Alcochete, dando cumprimento a 24 mandados, dos quais nove mandados de detenção, 12 de buscas em residências e armazéns e três em veículos.

As autoridades apreenderam 1.500 quilos de cortiça, oito automóveis, um trator agrícola, 550 euros, nove telemóveis e diverso material informático, bem como várias ferramentas manuais e utensílios, nomeadamente 18 machados para extração de cortiça, seis tesouras para corte de ferro e uma balança para pesagem de cortiça.

Foram ainda apreendidas aos suspeitos quatro armas de fogo, três pistolas de alarme (uma delas transformada) e 589 cartuchos e munições de vários calibres.

Segundo a GNR, os nove detidos já tinham antecedentes criminais relacionados com furtos.

Esta operação envolveu 78 militares da GNR dos Comandos Territoriais de Santarém, Setúbal e da Unidade de Intervenção (UI).

/ PP