O diretor do Observatório Europeu das Drogas e da Toxicodependências (OEDT), Alexis Goosdeeel, foi reconduzido no cargo por um novo mandato de cinco anos, que dura até dezembro de 2025, anunciou esta quinta-feira a agência da União Europeia sediada em Lisboa.

Fonte do OEDT (EMCDDA na sigla em inglês) adiantou à agência Lusa que a renovação do mandato de Alexis Goosdeel foi decidida esta quinta-feira por unanimidade pelo Conselho de Administração.

Numa nota enviada à Lusa, a presidente do Conselho de Administração, Laura d’Arrigo, afirma que a recondução de Goosdeeel “demonstra o reconhecimento por parte do Conselho de Administração da sua visão para o Observatório e do resultado do trabalho realizado sob a sua orientação”, já que “o diretor e a sua equipa obtiveram resultados de primeira linha durante este período, demonstrando a sua agilidade e capacidade de adaptação a uma mudança sem precedentes”.

A administração adianta que, “ao assumir o cargo em 2016, o belga Alexis Goosdeel Bélgica) lançou a Estratégia EMCDDA 2025, um plano estratégico e operacional de longo prazo, apresentando uma visão para contribuir para uma 'Europa mais saudável e segura' através de políticas e ações em matéria de droga mais bem informadas”.

Sublinha que Goosdeel “reestruturou rapidamente a agência e as suas prioridades alinhando-as com a estratégia, refletindo os dois pilares da saúde pública e segurança” e que, este ano, a agência concluirá a implementação do Roteiro 2020 da Estratégia, e começará a preparação do novo Roteiro 2025.

Fazendo um resumo sobre o primeiro mandato do belga, o OEDT acrescenta que “prestou especial atenção ao lançamento de um programa de gestão de projetos e de um sistema de gestão de desempenho direcionando progressivamente a agência para um modelo ainda mais orientado para a prestação de serviços, de forma a fornecer análises e serviços mais personalizados aos seus principais grupos de clientes”.

“Em 2019, o Observatório Europeu alcançou o seu melhor desempenho operacional e financeiro até à data e recebeu uma quarta avaliação externa positiva para o período 2013–18. Esta última destacou a agência como sendo um verdadeiro centro de excelência científica, tanto na Europa como internacionalmente”, refere.

Desde março de 2020, acrescenta o OEDT, “a Covid-19 colocou à prova a capacidade de resposta da agência, quer em termos de continuidade das suas atividades em geral, quer na monitorização do fenómeno das drogas em particular”.

“A agência agiu de forma rápida e proativa e adaptou os seus métodos de trabalho e ciclos de produção para lidar com os novos problemas e necessidades e ,‘tomando o pulso' do impacto do Covid-19, foi publicada uma variedade de recursos que exploram as mudanças no mercado de drogas e os desafios enfrentados pelas pessoas que consomem drogas, bem como os serviços da linha da frente que lhes prestam apoio”, declara, avançando que “também prestou novos serviços aos profissionais da área e aos toxicodependentes”.

Reagindo à decisão, Goosdeel afirmou ser “uma honra e um privilégio” conduzir o OEDT até 2025 e destacou quea agência “tem pela frente um futuro promissor e está pronta para se inovar e reinventar consoante as exigências e dentro dos limites da sua missão”.

O OEDT celebra este ano 25 anos de monitorização na área das drogas e das toxicodependências em toda a União Europeia e outros países aderentes, sendo um pilar importante de recolha de informação e de decisão para os responsáveis políticos.

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