O coordenador da taskforce para vacinação contra a covid-19 em Portugal revelou esta terça-feira que a faixa etária dos 80 anos já está totalmente vacinada, salvo pequenas exceções.

Os dados referentes a 25 abril mostram ainda que "estamos a progredir fortemente na faixa etária dos 70 aos 79 anos", adiantou o vice-almirante Gouveia e Melo.

Estamos a progredir fortemente e em principio, no fim desta semana teremos atingido praticamente os 100% desta faixa etária", disse ainda, esclarecendo que os 100% da vacinação nunca serão atingidos, uma vez que há pessoas que não serão vacinadas por terem sido infetadas e recuperadas.

Estima-se ainda que, no dia 23 de maio, todo o grupo dos 60 anos para cima esteja coberto pela vacinação, o que significa que, em termos estatísticos, estaremos a cobrir uma faixa etária da população que contribuiu com 96% dos óbitos por covid-19.

Esta é uma marca muito importante", frisou.

O Presidente da República, o presidente da Assembleia da República, o primeiro-ministro e representantes dos partidos reuniram-se esta terça-feira com peritos de saúde pública de várias instituições para uma análise da evolução da pandemia da covid-19 no país.

A sessão sobre a “situação epidemiológica da covid-19 em Portugal” aconteceu nas instalações da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), em Lisboa.

Limitações de idade podem condicionar utilização de meio milhão de vacinas 

Na reunião, o vice-almirante afirmou que o limite de idade de dois tipos de vacinas que estamos a usar pode condicionar utilização até meio milhão de vacinas, apesar das medidas para mitigar este processo.

Já no terceiro trimestre, os mesmos dois fármacos podem retirar ao plano cerca de 2,7 milhões de vacinas.

Portugal atinge 3 milhões de vacinas inoculadas 

O vice-almirante adiantou ainda que estamos perto de atingir os três milhões de vacinas inoculadas em Portugal Continental. Contudo, este valor já terá sido alcançado se contarmos com os dados das Regiões Autónomas.

Os impactos relativamente a esta redução passam por reduzir a velocidade de vacinação e atrasar a meta dos 70% de proteção da população.

Rafaela Laja