O coordenador da task-force para o Plano de Vacinação contra a covid-19 apontou, esta quarta-feira, a data de 4 de julho para começar a vacinar as pessoas com mais de 18 anos.

A nossa estimativa é começarmos a vacinar as pessoas acima dos 20 anos no dia 4 de julho. Estamos a dia 23, portanto, estamos a falar daqui a 15 dias. Quando digo 20 anos, é dos 18 para cima, não vamos deixar os 18 anos fora dos 20 anos. Portanto, desde os 18 até aos 30 anos."

 

Daqui a 15 dias temos todas faixas etárias em processo vacinação", reforçou Gouveia e Melo durante uma audição na Comissão de Saúde, no Parlamento.

O vice-almirante explicou que o objetivo sempre foi dar prioridade às faixas etárias mais vulneráveis e ir "descendo" de forma uniforme em todas as regiões do país. Ressalvou, no entanto, que "estamos a vacinar no máximo da nossa capacidade" e que o processo só não é acelerado pelo stock limitado de vacinas.

Como forma de exemplo, disse que em julho Portugal vai receber 164 mil vacinas da Johnson & Johnson, quando estavam previstas 800 mil. 

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Questionado sobre o porquê de não estarem a ser usadas as farmácias para acelerar a vacinação, Gouveia e Melo justificou com a dificuldade de ter um espaço para o recobro de 30 minutos necessário após a vacinação.

As farmácias não estão excluídas por nenhuma razão económica ou ideológica, mas por razões práticas. (...) É preciso fazer um recobro de 30 minutos após a vacinação e isso torna impraticável o processo na maior parte dos casos. Pode haver farmácias que tenham esse espaço, mas a maior parte não tem. E mesmo as que têm, estaríamos a falar de vacinar três a quatro pessoas por dia, o que não tem significado."

Sobre a possibilidade de usar os hospitais, o coordenador do grupo de trabalho para o Plano de Vacinação disse que apenas seria uma hipótese se não se conseguisse aumentar a capacidade com os atuais meios.

Se não conseguirmos aumentar a capacidade teremos de recorrer aos hospitais, mas isso significa stressar um sistema que já por si continua em stress para recuperar os atos que ficaram para trás por causa da pandemia. Estamos a vacinar de forma confortável com os recursos que temos ", disse.

Cláudia Évora