O Governo decidiu prorrogar até 15 de outubro o período crítico de incêndios, devido à previsão de temperaturas "com valores acima do que é padrão" e à baixa probabilidade de ocorrência de precipitação, anunciou hoje o Ministério da Agricultura.

Segundo uma nota do Ministério, seguiu já para publicação em Diário da República o despacho do secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural onde se explica que se trata de "um prolongamento tendo em consideração as circunstâncias meteorológicas prováveis para a primeira quinzena de outubro, de temperaturas com valores acima do que é o padrão para a época, uma baixa probabilidade de ocorrência de precipitação e porque o território nacional se encontra em níveis elevados de valores de severidade meteorológica diária acumulada”.

Face a esta situação, o executivo prevê “uma manutenção do risco de incêndio rural em níveis elevados”.

Durante o período crítico de incêndios, nos espaços florestais ou agrícolas, é proibido fumar, fazer lume ou fogueiras; fazer queimadas; lançar foguetes e balões de mecha acesa; fumigar ou desinfestar apiários, salvo se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas; fazer circular tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de fagulhas ou faíscas e tapa-chamas nos tubos de escape ou chaminés.

Face às condições descritas, considera-se necessário continuar a adotar as medidas e ações especiais de prevenção de incêndios florestais, que decorrem durante o período crítico, no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios", refere a nota.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) está a fazer “um conjunto de projeções e estudos” sobre os meios necessários para combater os incêndios a partir de 01 de outubro devido às previsões meteorológicas, disse hoje o comandante nacional.

“A análise neste momento aponta para que a primeira quinzena de outubro possa apresentar alguma relevância em termos de risco para os incêndios. Com base nessa relevância estamos a efetuar um conjunto de projeções e estudos relativamente aos meios que são necessários”, disse aos jornalistas o comandante nacional de operações e socorro, Duarte Costa, em conferência de imprensa na sede na ANPC.

O comandante nacional adiantou que “atempadamente” a ANPC vai apresentar ao Ministério da Administração Interna a sua proposta.

Segundo Duarte Costa, o estudo que está a ser feito neste momento está relacionado com o pré-posicionamento de forças e capacidade para constituição da força operacional disponível para atuar.

“Estou confiante que terei o dispositivo adaptado e necessário para, a partir do dia 01 de outubro e até 15 de outubro, poder continuar a providenciar aquilo que temos feito neste momento que é serenidade e segurança aos portugueses”, sublinhou.