A suspensão da vacina da AstraZeneca em Portugal, à semelhança do que já aconteceu noutros países europeus, vai atrasar o processo de vacinação, mas "não põe em causa a abertura faseada e gradual das escolas", garantiu esta terça-feira o ministro da Educação.

Em visita a uma escola no Barreiro, Tiago Brandão Rodrigues não avançou uma nova data para o início da vacinação dos professores, que estava agendada para o próximo fim de semana, e diz que essa coordenação e planificação cabe à task force. 

Toda a gente entende que esta reavaliação, se necessária, é entendível e temos de esperar pela avaliação das autoridades competentes, num processo que se quer viável", adiantou.

Além disso, "a suspensão da vacina vai atrasar o plano de vacinação dos professores, bem como todo o processo".

Portugal decidiu suspender toda a vacinação contra a covid-19 com o produto da AstraZeneca. O nosso país tornou-se assim no 12.º na Europa a anunciar esta decisão, depois de Dinamarca, Bulgária, Noruega, Países Baixos, Islândia, Irlanda, Alemanha, França, Espanha, Itália e Eslovénia.

Esta recomendação tem como base o "princípio da precaução em saúde pública", e surge depois de terem sido conhecidos novos casos de reações adversas após administração da vacina da AstraZeneca, que vão desde graves reações alérgicas até episódios de tromboses, provocados por coágulos.

Campanha de testagem nas escolas

No dia em que arrancou mais uma campanha de testagem nas escolas, todos os docentes e não docentes das creches, pré-escolar e 1.º ciclo deverão ser testados até sexta-feira, num universo de 50 mil pessoas.

Para o ministro, é importante realçar que "está tudo a correr como devia correr. Estas medidas adicionais dão confiança às famílias e aos trabalhadores que estão nas nossas escolas e daqui mostrar à comunidade que as escolas são seguras".

Lara Ferin