A ministra da Saúde garantiu esta terça-feira não haver «motivo para preocupação» quanto à constituição das equipas de urgências nos hospitais e revelou que o Governo está a «reflectir» sobre eventuais problemas causados por reformas antecipadas de médicos.

Em declarações após a apresentação de um programa que permitirá aos médicos em internato realizar doutoramentos, Ana Jorge referiu não haver motivo para as populações se preocuparem com o serviço prestado por médicos internos porque «há sempre pessoas responsáveis para tirar dúvidas e enquadrar os internos, que já são licenciados, formados e enquadrados completamente».

A Ordem dos Médicos (OM) lembrou há alguns dias que os médicos internos nos hospitais têm que ser acompanhados por colegas especialistas, não lhes podendo ser atribuídas responsabilidades de decisão clínica, na sequência de uma visita, na madrugada do passado dia 26, aos serviços de urgência geral do Centro Hospitalar de Coimbra e dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Ao final da manhã desta terça-feira, a ministra Ana Jorge sublinhou que as equipas das urgências têm sempre um chefe e a sua organização depende das administrações e direcções clínicas de cada centro hospitalar, referindo que após as análises da OM, no âmbito da sua «preocupação com a formação», o Ministério também pode '«analisar as situações com as direcções».

Questionada sobre os problemas que podem surgir com a saída de médicos por reforma antecipada, a ministra admitiu que podem tornar-se num problema para a formação de clínicos.

«Vamos conversar e reflectir melhor quais as formas a encontrar para colmatar as situações se houver um número de saídas superior ao desejado», indicou Ana Jorge, respondendo ser ainda cedo para divulgar eventuais incentivos.
Redação