Lisboa é uma cidade reconhecida pela arte urbana, mas a fronteira entre a expressão artística e vandalismo continua a não ser clara.

'Geco', é um exemplo disso, um graffiter que está a cobrir a cidade com o seu nome de forma ilegal e que o Ministério Público não consegue encontrar.

Geco não mostra a cara, mas revela que pinta Lisboa à luz do dia porque, segundo fez saber, em Portugal a polícia é mais permissiva. 

Sobre o que distingue a criação artística da poluição visual, a TVI falou com o artista urbano BEGOD, que afirmou que "o graffiti não quer mudar o comportamento de ninguém, não quer vender nada, o único objetivo é bombardear o nome, tal como a publicidade".

Mais do que ter uma estética, 'Geco' quer espalhar o nome. No entanto, há quem não veja aquilo que pinta nos muros como arte e, no Areeiro, já foi apresentada uma queixa, entretanto arquivada, contra o graffiter. Alguns habitantes pedem mais fiscalização e punição para quem autografa com tinta os muros de Lisboa.

Policiar todos os graffiters vai ser impossível. Vai ter de ser com supervigilância", diz BEGOD, afirmando que isso seria "totalitarismo".

É também por causa da política e da irreverência, que Banksy, o britânico que ninguém sabe quem é mas que à sua revelia, vende obras por milhões, se tornou numa marca mundial na arte urbana.

Portugal também tem casos de artistas de sucesso: Bordalo II, Odeith e Vhils já tornaram a sua forma expressiva numa marca, mas também andaram escondidos pelas ruas antes de chegar ao muro da fama.
 

 
/ HCL