TVIhospital Amadora-Sintra

«Como temos mais de cem doentes internados em SO, uma área de ambulatório com mais de 150 doentes, é impossível chegar a todo o lado, não conseguimos dar assistência a todo o lado. Perde-se a noção dos doentes que temos, dos que são críticos, por mais seletivos que sejamos, é impossível, porque nem espaço físico temos para isso», confessa um profissional de saúde.


«Nós temos os não urgentes, os pouco urgentes, que são os verdes e os azuis que chegam a esperar cerca de trinta horas num balcão. Mas tempos, por exemplo, doentes urgentes e muito urgentes a esperarem duas, três, quatro horas, quando têm que esperar minutos.»


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«Ele esqueceu-se foi de pôr mais recursos humanos, porque nós somos os mesmos. A população é a mesma e por mais que ele aumente, ou até acrescente um piso, naquela urgência vai continuar tudo igual. Eu vou-lhe confessar uma coisa: o senhor ministro já esteve por duas vezes na nossa urgência e eu acredito que a realidade que ele viu não é a realidade que nós vemos, porquê? Porque cada vez que o ministro lá vai, que é uma ida anunciada, o que acontece é tentar esvaziar o máximo possível aquela urgência, para que quando o senhor ministro chegue, ele não se aperceba daquilo que ali se passa».


Hospital Garcia de Orta, em Almada

«A urgência estava um caos. Cheia, cheia, cheia. Fui internada na segunda-feira e estive seis dias no corredor, numa maca. Fui observada pela minha médica ali, no corredor. Se tinha de levar uma injeção era ali que levava», revela uma paciente.




hospital de Santa MariaHospital de São José





«Há doentes a morrer que não morreriam se tivessem os cuidados necessários»ter esperado seis horas para ser assistido

«[Não mudou] Nada! Isto é uma bola de neve, em que um dia está mais pequena, no outro dia fica maior e isto vai continuar assim porque a afluência é cada vez maior e não há drenagem dos doentes que já estão internados».


São Francisco Xavier

«Neste momento estamos na ordem dos 13 enfermeiros. Estamos a falar para uma urgência de 180 doentes e estamos a falar de 180 doentes, em que desses 180 grande parte deles, 90% deles, estão em maca, quase. Estamos a falar de turnos em que uma pessoa entra às oito da manhã e sai às onze da noite. O que acontece nesses períodos de dezasseis horas é que ao fim de oito horas, a nossa cabeça já não está no mesmo local, por assim dizer, ou seja, a sua capacidade de concentração já é totalmente diferente, o seu risco de poder fazer um erro é muito maior porque sente que está extremamente cansado», confessa um profissional de saúde à equipa de reportagem da TVI.