O Aquário Vasco da Gama vai libertar cerca de dois mil peixes de água doce nos concelhos de Grândola, Monchique e Mafra, uma forma de reproduzir e proteger espécies “criticamente em perigo”, anunciou esta terça-feira a Marinha.

Nos dias 21, 28 de março e 4 de abril, serão libertados, nos concelhos de Grândola, Monchique e Mafra respetivamente, cerca de dois mil peixes de água doce, reproduzidos e criados no Aquário Vasco da Gama, órgão de natureza cultural da Marinha portuguesa”, refere a Marinha em comunicado.

O Aquário Vasco da Gama, em parceria com o MARE-ISPA, a Quercus e a Faculdade de Medicina Veterinária participa no projeto “Conservação ex-situ de organismos fluviais", com o objetivo de “reproduzir e manter espécies ameaçadas de água doce da fauna e flora portuguesas”, para posterior libertação.

Esta é uma forma de proteger as espécies consideradas criticamente em perigo, devido à redução das populações no meio natural, provocada por vários fatores, como descargas de poluentes, ocorrência cada vez mais frequente de verões prolongados e secos, destruição da vegetação das margens e proliferação de espécies invasoras vegetais e animais”, acrescenta o documento.

No dia 21 de março serão libertadas na ribeira de Grândola 300 bogas portuguesas nascidas no aquário em 2016, 2017 e 2018, descendentes de exemplares capturados no mesmo rio.

Esta é uma espécie considerada criticamente em perigo e apenas existe em Portugal onde vive nas bacias hidrográficas dos rios Tejo e Sado e nas pequenas ribeiras da região Oeste e da região entre o Sado e o Mira”, adianta o comunicado.

No dia 28 de março serão libertados na ribeira de Odelouca, concelho de Monchique, 1.400 bogas do Sudoeste nascidas no aquário em 2017 e 2018, descendentes de exemplares capturados no mesmo rio.

Esta é uma espécie considerada criticamente em perigo e apenas existe em Portugal onde vive nas bacias hidrográficas dos rios Mira e Arade”, explica o documento da Marinha.

Em 4 de abril serão libertados no rio Safarujo, concelho de Mafra, 300 ruivacos do Oeste nascidos no aquário em 2016, 2017 e 2018, descendentes de exemplares capturados no mesmo rio.

De acordo com a informação divulgada pela Marinha “esta é uma espécie considerada criticamente em perigo e apenas existe em Portugal onde vive nos rios Safarujo, Alcabrichel e Sizandro”.