A Polícia Marítima de Portugal resgatou, no sábado, 52 migrantes junto à ilha de Lesbos, na Grécia. A Autoridade Marítima Nacional divulgou, em comunicado, que foram feitas duas operações de resgate. 

De acordo com a mesma informação, o primeiro resgate foi feito pelas 06:25 locais (08:25 em Lisboa, “quando a Viatura de Vigilância Costeira detetou um bote em frente a Lambda”, que foi intercetado oito minutos depois pela embarcação da Polícia Marítima "Tejo".

A bordo estavam 13 migrantes, três mulheres, uma criança e nove homens, que foram transferidos para a embarcação da Polícia Marítima e transportados para o porto de Skala Skamineas, onde desembarcaram em segurança e foram entregues às autoridades gregas”, lê-se no comunicado.

Um segundo resgate aconteceu praticamente em simultâneo, pelas 06:35 locais (08:35 em Lisboa), “quando o chefe de equipa da Polícia Marítima detetou um segundo bote a aproximar-se de terra na zona de Eftalou”.

“O agente estava a preparar-se para sair do hotel, indo prestar apoio no desembarque dos migrantes [primeiro grupo], quando detetou o segundo bote”, explica a Autoridade Marítima Nacional.

Após confirmar que se tratava de um bote de migrantes, o chefe de equipa da Polícia Marítima ativou a equipa de folga que se encontrava no hotel, e dirigiram-se para a praia onde o bote se estava a dirigir.”

Os elementos da Polícia Marítima acabaram por intercetar, já na praia, um grupo de 39 migrantes (22 crianças, nove mulheres e oito homens), todos de nacionalidade síria.

Após a interceção, os migrantes foram entregues às autoridades gregas “em segurança”.

A Polícia Marítima portuguesa encontra-se integrada na operação Poseidon sob égide da agência europeia Frontex e em apoio à Guarda Costeira grega, com o objetivo de controlar e vigiar as fronteiras marítimas gregas e externas da União Europeia, no combate ao crime transfronteiriço, no âmbito das funções de guarda costeira europeia.

Desde 2014, quando iniciou a sua participação na missão Poseidon, a Polícia Marítima totaliza mais de 5.300 vidas salvas.