O último dia de greve decretada pelo Sindicato Nacional dos Registos teve uma adesão "entre 70 e 80%" nos balcões de atendimento e back office.

O sindicalista José Ferreira disse à Lusa que há vários balcões encerrados, como o de Ponta Delgada, e outros que só estão a atender casos urgentes, o que, indicou, corresponde aos serviços mínimos.

O balanço final dos quatro dias de greve será divulgado na segunda-feira, acrescentou, indicando que o primeiro e o último dias tiveram mais adesão porque é difícil aos trabalhadores cumprirem todos os dias de paralisação.

O Sindicato acredita que a greve lhes traz argumentos para levar à mesa de negociações com a tutela, a 29 de maio e 5 de junho, e para a audiência que tem agendada com o Presidente da República, no próximo dia 9.

A greve de quatro dias foi decretada para reivindicar reformas em matérias como a revisão de carreiras, o estatuto remuneratório e a Lei Orgânica. Entretanto, o Sindicato desconvocou uma nova paralisação marcada para os dias 29 e 30 de abril e 2 e 3 de maio depois de se terem iniciado negociações com o Ministério da Justiça.

José Ferreira afirmou que há diferenças de "um terço" de salário entre os trabalhadores dos registos, cujas remunerações têm "erro de cálculo das participações emolumentares", baseada em erros que remontam a 2002.

Essas contas erradas levam a que haja pessoas que ainda não progrediram na carreira por causa dos processos pendentes "há anos", à espera de encontro de contas.

O Sindicato reclama uma sindicância da Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça aos vencimentos no Instituto de Registos e Notariado.

O SNR reivindica a “regulamentação do ingresso e de ocupação dos postos de trabalho nas carreiras especiais de conservador de registos e de oficial de registos, regulamentação da formação profissional inicial específica e contínua nas carreiras especiais de conservador e de oficial de registos" e um “diploma com determinação do número de posições remuneratórias e identificação dos respetivos níveis remuneratórios”.