Se tem assuntos para tratar nas finanças, talvez hoje não seja o melhor dia para ir a uma repartição uma vez que, os trabalhadores dos impostos, cumprem, esta sexta-feira, um dia de greve para vincarem o seu protesto pela ausência de uma nova proposta do Governo sobre a revisão das carreiras.

Os dirigentes sindicais receberam no final de fevereiro uma primeira versão de proposta de revisão das carreiras. O início do processo negocial levou o Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) a desconvocar a greve que tinha marcado para 28 de fevereiro, mas a ausência de resposta por parte do Governo às sugestões de alteração entretanto formuladas fez com que o STI decidisse manter a paralisação agendada para este dia 29 de março.

Nesta luta por “carreiras dignas”, o STI exige “preto no branco” que a proposta devolva aos funcionários da Autoridade Tributária e Aduaneira o vínculo por nomeação, um regime de avaliação permanente, a transição de todos os trabalhadores para a nova carreira e a concessão aos trabalhadores do estatuto de órgão de polícia criminal.

Apesar de considerar positiva a decisão do Governo em iniciar o processo negocial e alguns aspetos da proposta, o presidente do STI, Paulo Ralha, referiu na ocasião, em declarações à Lusa, que de faltam ainda “dar passos decisivos” na revisão das carreiras dos trabalhadores da Autoridade Tributária e Aduaneira.

Num comunicado aos trabalhadores, o STI lembra que o pré-aviso de greve os abrange a todos independente de serem ou não filiados neste ou em outro sindicato.

A Associação Sindical dos Profissionais de Inspeção Tributária e Aduaneira (APIT) também tem criticado algumas das soluções que constam da proposta enviada pelo Governo, nomeadamente o facto de esta não contemplar o vínculo de nomeação definitiva dos trabalhadores da AT ou o modelo de avaliação.