A Diretora-Geral de Saúde anunciou esta sexta-feira em conferência de imprensa que Portugal tem 3 milhões de vacinas para a gripe disponíveis para o processo de inoculação.

O país nunca teve tantas vacinas da gripe como este ano”, afirmou Graça Freitas, explicando que este número servirá para inocular para utentes prioritários, como residentes de lares, profissionais de saúde e grávidas.

Portugal está a entrar em plena época de vacinação contra a gripe e a DGS afirma que espera que a Organização Mundial de Saúde produza em pouco tempo informação que permita aos países administrar no mesmo tempo de vacinação as duas vacinas - a da gripe e a da covid-19, que na próxima semana avança para a terceira dose.

Seria ótimo para as pessoas e  também é muito mais fácil para os nossos enfermeiros e tal. Esperamos ansiosamente”, disse a Diretora-Geral de Saúde, salientando que o país já fez 130 mil inoculações contra a gripe.

Graça Freitas elogiou ainda o processo de vacinação contra a covid-19, num momento em que o país cumpre cerca de dois anos de pandemia. A “atividade pandémica tem sofrido fases de alívio e de agravamento, agora é ligeira e moderada. Isso não nos dispensa de continuarmos atentos e a fazer avaliação do risco”.

Portugal tinha vacinas, um plano que concretizou metas através de organização e liderança e também cooperação entre o Ministério da Saúde e setores autárquicos”, disse, destacando que “é com esta organização que atingimos valores na ordem dos 85% de taxa de cobertura vacinal. Estamos nos melhores países do mundo, senão nos melhores”.

Esta atenção deve ter em conta ainda a duração da imunidade. Baltazar Nunes, epidemiologista do INSA, afirmou que os estudos realizados em Portugal mostram que  a efetividade contra a infeção sintomática tem estado em linha com resultados também realizados com outros países, ou seja “é menor do que a efetividade com resultados mais graves - que incluem hospitalizações e óbitos - tem decaído com o tempo na população com mais de 80 anos. 

Contudo, a efetividade contra a doença grave, no grupo etário dos 65 aos 79 anos, não tem registado diminuições da efetividade, ainda que a monitorização tenha sido feita num espaço de tempo menor.