São pelo menos 300 os voos que podem vir a ser cancelados de e para o Aeroporto de Lisboa neste domingo. De acordo com a informação prestada no website da ANA Aeroportos, pelo menos 141 partidas foram ou vão ser suprimidas ao longo do dia, número que aumenta para 160 no que toca a chegadas.

Este é o efeito do segundo dia da greve da Groundforce, que pode vir a ser pior que o primeiro, quando mais de 300 voos foram cancelados.

Para o Aeroporto do Porto estão já previstos mais de 20 cancelamentos na totalidade, mas o número pode aumentar. De e para Faro foram até ao momento canceladas seis ligações, grande parte delas com destino ou origem em Lisboa.

A situação é particularmente complicada nas chegadas, onde todos os primeiros 15 voos da manhã foram cancelados.

No aeroporto da capital o dia está menos confuso que no sábado, até porque muitos passageiros estão a seguir os conselhos das companhias aéreas e da ANA Aeroportos, que pedem que as informações de voo sejam consultadas via online.

Apesar dos apelos da TAP, os trabalhadores da empresa de handling não parecem demover-se da luta, exigindo o pagamento dos subsídios de férias.

Sábado foi o primeiro dia da greve convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA), como protesto pela “situação de instabilidade insustentável, no que concerne ao pagamento pontual dos salários e outras componentes pecuniárias” que os trabalhadores da Groundforce enfrentam desde fevereiro de 2021.

A paralisação vai prolongar-se este domingo e em 31 de julho, 1 e 2 de agosto, o que levou a ANA a alertar para constrangimentos nos aeroportos nacionais, cancelamentos e atrasos nos voos assistidos pela Groundforce, nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Porto Santo.

Além desta greve, desde o dia 15 de julho que os trabalhadores da Groundforce estão também a cumprir uma greve às horas extraordinárias, que se prolonga até às 24:00 do dia 31 de outubro de 2021.

A Groundforce é detida em 50,1% pela Pasogal e em 49,9% pelo grupo TAP, que, em 2020, passou a ser detido em 72,5% pelo Estado português.

António Guimarães