Numa altura em que a geração dos Millennials, agora adultos, começa a ter maior expressão e influência na sociedade, seguidos da Geração Z, já nascidos numa era de tecnologia implantada e adaptada ao dia-a-dia, chega a Geração Alfa, aquela que, acreditam os especialistas, configura o maior grupo etário e com maior poder de transformação da história. Mas quem são eles?

Depois da Geração Z, que agrupa todos os que nasceram entre 1996 e aproximadamente 2010 e que não conheceram o mundo anterior à explosão tecnológica, à internet e às redes sociais, é necessário estabelecer uma nova categoria para os novos habitantes da Terra.

Findo o alfabeto na letra Z, a nova geração recebeu a morada na letra Alfa. Diz o futurista, demógrafo e orador Mark McCrindle, citado pelo Business Insider, que todos os nascidos nesta década são parte da Geração Alfa. De acordo com o especialista, 2.5 milhões de Alfas nascem todas as semanas no mundo.

Mas o que é que especifica este grupo etário? Ora, as crianças Alfa têm, estão e vão crescer rodeadas de tecnologia, com iPads na mão, não conhecem o mundo sem smartphones e têm a capacidade de expressarem pensamentos e emoções online em segundos.

Estas mudanças tecnológicas em massa fazem desta geração, entre as outras, a mais transformativa de sempre, de acordo com McCrindle.

No passado, o indivíduo não tinha realmente poder. Agora, o indivíduo tem total controlo da sua vida através da capacidade de alavancar este mundo. A tecnologia, em certo sentido, transformou as expectativas das nossas interações”, defende o investigador em demografia e sociologia.

McCrindle sustenta ainda que, ao contrário das gerações anteriores, que usavam tecnologia no dia-a-dia, estes indivíduos crescem conectados a ela.

Este novo clima de conectividade faz do salto entre a Geração Z para a Alfa o maior da história, ainda maior do que aquele a que se assistiu dos Baby Boomers para a Geração X, que aconteceu na altura em que apareceram os computadores.

Para os Baby Boomers, os novos computadores eram ainda assim mecânicos e manuais. Requeriam esforço e conhecimento para serem utilizados e adaptados à rotina.

Mas o que encontramos nas redes sociais é uma mudança do processo auditivo e visual para o processo cinestésico. A plataforma pode ser a mesma, mas passou de um computador com um teclado para um ecrã sensível ao toque”, fundamenta o investigador.

Um fator que também caracteriza esta atual geração é o facto de os Alfas interagirem, pela primeira vez, com estas tecnologias em idades cada vez mais precoces do que qualquer outra geração. Agora, por exemplo, os adolescentes e pré-adolescentes não usam relógios porque usam os telemóveis, que lhes dizem as horas.

Eles não olham para as tecnologias como ferramentas. Eles integram-nas singularmente nas vidas deles”, nota McCrindle.