O Estado já fechou os contratos de aquisição de helicópteros de de combate aos incêndios até 2022. Porém, a empresa que venceu o concurso para assegurar os meios aéreos, está a ser acusada pelos concorrentes de não possuir o número de aeronaves necessárias pedidas pelo Estado.

As denúncias dizem que a HeliBravo deverá subcontratar duas empresas investigadas em Espanha e Itália por cartelização de preços. No início de abril, já tinha sido notícia que estas empresas lesaram os estados espanhol e italiano em vários milhões de euros.

De acordo com o JN, a HeliBravo está ainda a ser acusada de "esmagar as margens de lucro" e de colocar em risco a sobrevivência do setor.

O júri do concurso, presidido pelo major-general Paulo Guerra, desvalorizou as denúncias, dizendo que não foram "suficientes para qualificar uma situação de fortes indícios suscetíveis de falsear as regras da concorrência"

A empresa vai assegurar 30 dos 35 meios aéreos a concurso, por 52,9 milhões de euros: 18 helicópteros ligeiros e 12 médios.

Já a  Heliportugal deverá fornecer, por 4,4 milhões, os quatro Kamov que já tinha assegurado no ano passado. A CCB, por sua vez, deverá garantir dois aviões anfíbios, por 8,2 milhões.

Contas feitas, o Estado vai pagar, neste ano de 2019, 80 milhões de euros pelos helicópteros que vão ajudar no combate a incêndios. Ou seja, menos 20% do que o previsto.

As primeiras aeronaves começam a voar em 15 de maio e as restantes a 1 de junho.