Carlos Alexandre, o juiz que ilibou os jornalistas Henrique Machado e Carlos Rodrigues Lima, da TVI e da Sábado, por violação do segredo de justiça - além de um coordenador da PJ -, critica de forma subtil a atuação do Ministério Público na investigação, afirmando não ter percebido porque é que, ao fim de apenas 10 dias de inquérito, a procuradora ordenou à PSP vigilâncias aos suspeitos sem qualquer pedido de autorização judicial, ao contrário do que sempre faz o MP.

De resto, já em Janeiro a TVI tinha consultado cinco processos de crime económico investigados nos últimos anos na mesma 9.ª secção do DIAP, alguns com intervenção da atual diretora e da mesma procuradora Andrea Marques, que mandou diretamente a PSP espiar jornalistas.

Em todos, o recurso a vigilâncias como meio de prova foi solicitado a juízes de instrução.

Só no caso dos jornalistas a ordem partiu diretamente do MP, motivo pelo qual Henrique Machado e Carlos Lima imputam às magistradas crimes de abuso de poder, além de atentados à liberdade de imprensa, e outros, nas queixas-crime que apresentaram nos tribunais superiores.

Redação