A Hi Fly, uma companhia aérea portuguesa, tornou-se pioneira no mundo a viajar sem qualquer plástico a bordo. O primeiro de quatro testes em viagens aconteceu no dia 26 de dezembro de 2018, de Lisboa (Portugal) para Natal (Brasil), e a experiência foi vivida pelos 700 passageiros.

Durante um voo são gastos vários quilos de plástico e as companhias aéreas têm estado cada vez mais atentas a esse problema. A Hi Fly já resolveu essa questão e realizou o primeiro voo de teste sem um único objeto de plástico a bordo.

Neste primeiro teste, quando chegou a hora da refeição, os passageiros foram apanhados de surpresa quando repararam que os alimentos vinham em caixas de papel, os copos eram de cartão e os talheres de bambu. Foi aí que a Hi Fly mostrou aquilo que quer que seja o futuro. Substituiu diversos objetos de plástico – copos, colheres, saleiros, sacos de enjoo, garrafas e escovas de dentes – por outros utensílios recicláveis, de bambu e embalagens de papel, que, uma vez usados, podem ser prontamente compostáveis.

Sabemos também, pelo feedback que recebemos das companhias aéreas de passageiros, que é a coisa certa a fazer”, afirmou o presidente, Paulo Mirpuri, num comunicado publicado no site da companhia.

O responsável explicou ainda que, dentro de um ano, quer deixar de ter plásticos em todas as aeronaves.

Este histórico voo Hi Fly, operado sem nenhum item de plástico a bordo, reforça o nosso compromisso de fazer da Hi Fly a primeira companhia aérea 'livre de plásticos' do mundo dentro de um ano.”

Nas contas feitas pela empresa, em apenas quatro voos evitou-se o uso de 350 quilos de plástico.

Estes voos resultarão em cerca de 350 quilos de plásticos descartáveis evitados, que não contribuirão assim para envenenar o nosso meio ambiente. Mais de 100.000 voos descolam todos os dias por todo o mundo e, só no ano passado, aviões comerciais transportaram quase quatro bilhões de passageiros. Um número que deverá dobrar novamente em menos de 20 anos. O potencial para fazer a diferença é aqui claramente enorme.”

São cada vez mais as companhias aéreas e até mesmo empresas que tentam arranjar alternativas ao plástico, dado que têm em mente os apelos dos ambientalistas que defendem que o material, que está presente numa enorme variedade de produtos, tem efeitos nocivos para a saúde e para o ambiente.

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