A PSP ouviu seis pessoas que assistiram ao homicídio do Bruno Candé. Ao que a TVI apurou, à polícia, as testemunhas indicaram que não ouviram qualquer insulto racista nos momentos antes do ator ter sido baleado com vários tiros na Avenida de Moscavide, nos arredores de Lisboa. 

Fonte policial adiantou que o motivo do crime será agora apurado pela investigação da Polícia Judiciária, mas admite que a causa dos disparos possa estar relacionada com a cadela do ator, que, segundo outras testemunhas, terá provocado uma discussão entre os dois homens, dias antes. 

Apesar das testemunhas do crime terem descartado motivos raciais no homicídio, a família do ator garante que as injúrias racistas já tinham acontecido antes. 

Em comunicado divulgado no sábado, a família de Bruno Candé Marques afirma que o ator "foi alvejado à queima-roupa, com quatro tiros, na rua principal de Moscavide", e que "o seu assassino já o havia ameaçado de morte três dias antes, proferindo vários insultos racistas".

Face a esta circunstância", a família considerou que "fica evidente o caráter premeditado e racista deste crime" e exigiu que "a justiça seja feita de forma célere e rigorosa".

Também a associação SOS Racismo reclamou que "justiça seja feita", defendendo que "o caráter premeditado do assassinato não deixa margem para dúvidas de que se trata de um crime com motivações de ódio racial".

A possibilidade de este ser um crime racial está agora a ser investigada pela Polícia Judiciária, que tem a competência de investigação nos crimes de homicídio. 

O suspeito foi hoje presente ao juiz no tribunal de Loures que determinou a prisão preventiva por suspeitas de homicídio qualificado. 

Bruno Canté era pai de três filhos menores. 

Cláudia Lima da Costa